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Optimismo económico impulsiona bolsas europeias

As principais praças europeias encerraram a sessão a valorizar, tendo renovado os máximos de cerca de cinco anos durante a negociação, impulsionadas pelo optimismo de que a aceleração do crescimento económico na região se traduza em maiores lucros para as

Paulo Moutinho 09 de Janeiro de 2006 às 18:02
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As principais praças europeias encerraram a sessão a valorizar, tendo renovado os máximos de cerca de cinco anos durante a negociação, impulsionadas pelo optimismo de que a aceleração do crescimento económico na região se traduza em maiores lucros para as empresas. O Dow Jones Stoxx 50 fechou nos 3.442,21 pontos, a ganhar 0,23%, depois de ter renovado o máximo de 2002.

Para Koen Jonckheere, analista do KBC citado pela Bloomberg, «a economia europeia parece estar melhor do que o esperado e está a impulsionar os preços das acções para cima», acrescentado que espera que «continuem com este bom comportamento. Outras classe de activos não estão a oferecer retornos comparáveis» com aqueles que as cotadas europeias oferecem.

A bolsa madrilena conseguiu o maior ganho das congéneres europeias, o IBEX [ibex] cotou nos 10.962,50 pontos, a ganhar 0,45%, impulsionado pela valorização de 0,84% da operadora de telecomunicações Telefónica. A contribuir para a subida do índice estiveram igualmente os títulos da petrolífera Repsol e da concessionária de auto-estradas Abertis que avançaram 1,52% e 1,84%, respectivamente.

A financeira ING Groep encerrou com uma valorização de 0,87% para os 30,31 euros, impulsionando o AEX [aex] para os 447,88 pontos, com um ganho de 0,40%. A contribuir para a subida estiveram também os títulos da Philips, que subiram 0,51% para os 27,39 euros.

A Total liderou os ganhos no CAC [cac]. Os títulos da petrolífera subiram 0,83% para os 218,8 euros e ajudaram o índice a ganhar 0,16% para os 4.875,09 pontos. A impedir maiores ganhos esteve a seguradora Axa que recuou 1,69% para os 27,96 euros, depois dos analistas da UBS terem cortado a recomendação da seguradora de «comprar» para «neutral», devido a «riscos de aquisição».

Praticamente inalterado encerrou o DAX [dax], apesar da valorização de 1,69% da fabricante de automóveis DaimlerChrysler, no dia em que anunciou que as suas vendas a nível mundial aumentaram 3,8% e em que o «Financial Times» noticia que a DaimlerChrysler contratou a Goldman Sach para a possível venda da marca Smart. A praça de Frankfurt cotou nos 5.537,11 pontos, a valorizar 0,01%, depois de ter renovado o valor mais elevado de 2001, no início da sessão.

O banco HSBC subiu 2,38% para os 969 pence, depois do Citigroup ter revisto em alta a recomendação da empresa de «vender» para «manter», justificando com o facto de o preço dos títulos do banco já não estarem sobrevalorizados e que os lucros deverão aumentar. Esta subida do HSBC não foi, no entanto, suficiente para levar o FTSE [ukx] aos ganhos. A praça londrina encerrou praticamente inalterada, a recuar 0,01%, nos 5.731,50 pontos, pressionada pela queda de 1,32% da operadora Vodafone.

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