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Orey recomenda aposta no BCP para tirar partido da recuperação na banca nacional

A Orey Financial considera que o PSI-20 poderá ter este ano uma “performance interessante”. Em termos de sectores ao nível europeus, a casa de investimento privilegia a banca dos países periféricos, apontando o BCP como uma aposta.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 13:32
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“Os países que foram mais penalizados com a crise da dívida soberana poderão ser os países que, este ano, poderão trazer rentabilidades superiores”, acredita a Orey Financial, referindo-se a Portugal, Espanha e Itália. André Pinheiro, da Orey Financial, disse aos jornalistas durante a apresentação das perspectivas da casa de investimento para este ano que “o PSI-20 poderá ter uma performance interessante este ano, nomeadamente face a outros blocos” bem como “dentro da Europa face a blocos como a Alemanha” ou o índice britânico Footsie.

 

Neste sentido, André Pinheiro referiu que, para a Orey e em termos europeus, na área bancária, “o sector financeiro português também poderá ser uma boa aposta e aqui poderemos estar ‘long’ [com posição compradora] para o BCP”.

 

“O sector financeiro” português “é o sector em que, em termos de binómio risco/retorno, mais nos devíamos concentrar”, afirmou ainda o responsável, acrescentando que o “BCP é um título que já foi muito penalizado enquanto estivemos no centro da crise de dívida soberana”.        

               

Ainda que a primeira aposta da Orey para a banca seja o BCP, “as outras empresas do sector financeiro, que estão listadas no PSI-20, também seriam apostas a considerar”. Para a casa de investimento, o sector bancário “poderá fazer uma ‘outperformance’ face ao próprio PSI-20”.

 

Ainda durante a apresentação das perspectivas para este ano, André Pinheiro referiu que na componente de acções, a Orey vai privilegiar a Ásia e a Europa em termos globais. Em termos de sectores, o responsável tinha já explicado que “queremos estar também no sector financeiro”. Nomeadamente, com “principal incidência em estarmos ‘longos’ na banca americana” que tenha uma componente global como “o Citibank, JP Morgan, Morgan Stanley”. E ao nível europeu “preferimos estar no sector financeiro de países periféricos face ao sector financeiro de países como a Alemanha”.

 

Portugal pode vir a ser ajudado pelo BCE


André Pinheiro salientou ainda aos jornalistas que “Portugal está a tentar cumprir com todos os requisitos necessários para poder vir a solicitar a ajuda do programa do BCE”. Até porque “sem a intervenção do BCE e nos moldes a que se propôs, não teríamos, provavelmente, visto esta descida das ‘yields’”.

 

O responsável defendeu ainda que “o programa do BCE vai continuar a ser fundamental para que Portugal possa baixar as suas taxas de financiamento para níveis que possam ser sustentáveis a médio longo prazo”.

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