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Os principais desafios de Jay Powell

Jerome Powell, novo presidente da Fed a partir de hoje, tem vários desafios pela frente nos próximos quatro anos. Há que manter a economia na via da expansão e seguir a trajectória de subida gradual dos juros.


Em Novembro, Jay Powell foi eleito presidente da Reserva Federal, sucedendo a Janet Yellen no cargo. Powell é visto como um candidato de continuidade, e esperamos que se mostre relutante em subir as taxas de juro, tal como Yellen nos habituara. Após a sua nomeação, o impacto da subida das taxas nas cotações dos mercados aumentou ligeiramente, mas esta tendência deveu-se sobretudo à melhoria dos indicadores, e não a receios de uma atitude política mais favorável ao aumento das taxas. Na nossa opinião, os antecedentes de Powell a nível dos mercados financeiros levam-nos a prever que privilegiará a estabilidade financeira durante os primeiros dias da sua presidência e que os aumentos das taxas não deverão ser de grande monta.
Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2018 às 10:05
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Manter o bom rumo da economia


O The Wall Street Journal recorda que Yellen conseguiu acabar com a política de juros em mínimos históricos e começar a reduzir a carteira de dívida detida pela Fed. Além disso, durante o seu reinado,  a taxa de desemprego caiu para 4,1%, o mais baixo nível desde 2000. Tudo isto, segundo aquele jornal, deixa um grande desafio ao seu sucessor: manter a economia dos EUA no mesmo rumo de crescimento. O PIB, recorde-se. cresceu a um ritmo anualizado de 2,6% nos últimos três meses de 2017.

 

Subida gradual dos juros

Powell foi um nome que não provocou instabilidade nos mercados, já que se espera que mantenha a mesma linha de Yellen em matéria de subida gradual dos juros directores. No passado dia 31 de Janeiro, a Fed deixou inalterada a taxa dos fundos federais, entre 1,25% e 1,5%, tal como se esperava. Mas sinalizou a expectativa de uma subida da inflação ao longo do ano, até à sua meta de 2%, e ez saber que planeia novas subidas dos juros, abrindo caminho para que o próximo aumento da taxa directora possa ocorrer já em Março. Para 2018 estão apontadas três novas subidas na taxa de juro de referência da Fed.

 

Atenção à liquidez

Liquidez, como disse o economista Henry Kaufman, costumava significar dinheiro na mão. Agora é sinónimo de acesso ao crédito. E os bancos centrais, Fed incluída, não querem ser responsáveis por um sobreaquecimento global. O desafio é encontrar um meio termo enquanto se retiram os estímulos à economía, de modo a que não haja "acidentes" nem necessidade de resgates à medida que o dinheiro disponível for diminuindo.



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