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Otimismo de pouca dura em Wall Street. Bolsas caem no fecho

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em baixa, com o otimismo a desvanecer-se perante a expectativa de alguns dados importantes esperados para amanhã, nomeadamente os números do PIB do primeiro trimestre do ano.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Abril de 2020 às 21:11
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O Dow Jones fechou a perder 0,13% para 24.101,55 pontos (depois de quatro sessões em alta, na mais longa série de subidas desde início de fevereiro) e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,52% para 2.863,39 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 1,40% para se fixar nos 8.607,73 pontos.

 

Os índices foram, durante grande parte da sessão, sustentados pela perspetiva da retirada gradual das medidas de "lockdown" em muitos estados do país. Contudo, os investidores têm muitos dados para digerir esta semana – como o PIB amanhã, e no dia seguinte os números dos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada – e a prudência começou a instalar-se.

 

As atenções dos investidores vão estar bastante focadas, amanhã, na decisão da Reserva Federal sobre política monetária e nos dados do PIB do primeiro trimestre no país.

Os EUA estão perante a sua primeira contração económica desde 2014. A economia do país cresceu durante 23 trimestres consecutivos – quase seis anos seguidos de expansão ininterrupta –, e a pandemia só começou a perturbar a maioria das empresas norte-americanas em meados de março.

 

Contudo, as medidas abruptas e quase universais de confinamento deverão mais do que ofuscar qualquer crescimento económico que tenha ocorrido em janeiro e fevereiro, sublinha a CNN Business.

 

Os economistas inquiridos pela Refinity estimam que a economia dos EUA tenha resgistado no primeiro trimestre uma contração de 4%, a uma taxa anualizada, contra o crescimento de 2,1% observado nos últimos três meses de 2019. Será a primeira contração desde o primeiro trimestre de 2014 e a maior queda desde os primeiros três meses de 2009 – quando a economia encolheu 4,4% em plena crise financeira.

 

Os investidores vão estar também atentos amanhã às contas do Facebook, Microsoft e Tesla.

 

Hoje, as cotadas da energia pressionaram, num dia em que os preços do crude continuaram a negociar num clima de elevada volatilidade, tendo a referência norte-americana invertido para terreno negativo.

 

Depois de uma abertura no vermelho, as cotações recuperaram terreno, à conta do otimismo em torno da reabertura gradual de muitas economias, mas os receios decorrentes da forte queda da procura falaram mais alto e o "ouro negro" regressou às quedas no mercado nova-iorquino.

 

O contrato de junho do West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, fechou a desvalorizar 3,5% para 12,33 dólares por barril, mas chegou a estar a cair 20% - negociando em torno dos 10 dólares. Isto depois de ontem terem chegado a afundar 25%.

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