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Papeleiras e BCP disparam e PSI-20 renova máximo pré-pandemia

O índice nacional ganha força, tal como as restantes praças europeias, apoiado em subidas superiores a 4% do BCP e da maioria das papeleiras.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 03 de Junho de 2020 às 16:43
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A bolsa nacional fechou em forte alta, com o principal índice, o PSI-20, a somar pela terceira sessão consecutiva. O índice nacional avançou 1,74% para os 4.636,33 pontos, tendo renovado máximos do dia 6 de março, ou seja, do período anterior à declaração do estado de emergência devido à pandemia.

O cenário é de otimismo um pouco por toda a Europa, com a confiança na recuperação económica a elevar-se perante, por um lado, novos dados positivos da indústria e, por outro, com a perspetiva de novos estímulos da parte do Banco Central Europeu, que devem ser anunciados amanhã. Espera-se que a instituição liderada por Christine Lagarde avance com um reforço de 500 mil milhões de euros no programa de emergência de compra de ativos.

Em Lisboa, o peso pesado BCP ocupa o segundo lugar no pódio dos ganhos, ladeado das três papeleiras.

O banco liderado por Miguel Maya subiu 4,88% para os 11,60 cêntimos, em linha com o sentimento geral do setor da banca na Europa. Durante a sessão, o BCP chegou mesmo a valorizar 7,96% para os 11,94 cêntimos, atingindo um máximo de 13 de março. Desde o início de junho, o banco soma ganhos de mais de 20%.

Isto, apesar de ontem o Bank Millennium, braço polaco que é detido maioritariamente pelo Banco Comercial Português (BCP), anunciou que a decisão do banco central da Polónia de baixar as taxas de juro vai ter um impacto de até 90 milhões de zlotis (20 milhões de euros) na margem financeira da instituição. 

A liderar as subidas ficou a Altri, com uma subida de 6,34% para os 4,49 euros. Logo a seguir ao BCP posicionou-se a Semapa, que avançou 4,72% para os 9,10 euros, tendo chegado a superar os 5%. Ligeiramente abaixo – apenas com a Sonae Capital a separar – está a também papeleira Navigator, que apreciou 3,04% para os 2,37 euros. Hoje foi dia de esta empresa assumir que considera remunerar os acionistas até ao final deste ano, apesar de ter cancelado em maio passado a proposta de pagamento de 99 milhões de euros em dividendos, relativos ao exercício de 2019.

A única cotada a ficar inalterada foi a Sonae, após o CaixaBank/BPI ter cortado o preço-alvo para as ações da empresa de forma a refletir a extensão do horizonte temporal da análise para 2021 e a revisão em baixa das estimativas de resultados para o período 2020/2022.

Numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, os analistas descem o "target" para as ações de 1,45 para 1,10 euros, mantendo a recomendação de "comprar". Tendo em conta o valor de fecho, de 71,2 cêntimos, a nova avaliação ainda confere aos títulos um potencial de subida de 54,5%.



(Notícia em atualizada às 16h53)


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