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Participada da Brisa reforça na concessionário no Paraná

A brasileira Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), participada a 17,9% pela Brisa, anunciou que reforçará a sua participação na Rodonorte para 85,92% no capital da concessionária do Paraná.

Bárbara Leite 03 de Janeiro de 2006 às 14:53
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A brasileira Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), participada a 17,9% pela Brisa, anunciou que reforçará a sua participação na Rodonorte para 85,92% no capital da concessionária do Paraná.

Pelo acordo assinado, a 28 de Dezembro, a «holding» brasileira vai pagar 40 milhões de reais (14,32 milhões euros) para comprar 11,68% do capital da Rodonorte. Quem vende são três sócios locais-BGPar, Construtira Castilho e Monte Bérico Participações.

O valor oferecido inclui ainda a venda das participações dos sócios na empresa Parques Serviços e na Coparques, onde a CCR compra mais 11,68% da primeira sociedade e, mais 11,448% da segunda companhia.

 

Após a operação, que será concretizada em 180 dias, a CCR «passará a deter 85,92% de participação na Rodonorte, 85,92% de participação na Parques e 84,20% de participação no Coparques», revela o comunicado.

A CCR diz que vai financiar a aquisição através de recursos de tesouraria lembrando que, em 2005, fez uma emissão de obrigações de 150 milhões de reais (53,72 milhões de euros) para fazer face ao crescimento da actividade em três frentes: aquisição de novas concessões federais e estaduais em São Paulo, compra de concessionárias já existentes e reforço de posições.

A saída dos sócios locais, segundo Ricardo Froes, director financeiro da CCR, nada teve a ver com os problemas políticos que, a concessionária no Paraná, tem enfrentado.

O Governador Roberto Requião já tentou nacionalizar a concessão, não autorizou os ajustes das portagens, aplicou multas, uma vez que considera que os preços das portagens da Rodonorte muito elevados influenciarão, em seu entender, a circulação de mercadorias para o porto do Estado, prejudicando a actividade agrícola local.

*Correspondente em São Paulo

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