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Perdas superiores a 1% da JM e BCP ditam terceira queda do PSI-20

A bolsa nacional completou a terceira sessão consecutiva de perdas, numa dia em que o pessimismo marcou a negociação na Europa. A Jerónimo Martins e o BCP anularam as fortes subidas da Sonae Capital e da Pharol.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2017 às 16:46
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A bolsa nacional encerrou em queda esta sexta-feira, 24 de Fevereiro, pela terceira sessão consecutiva, com o PSI-20 a perder 0,32% para 4.619,29 pontos. Nove cotadas caíram e oito subiram num dia em que o principal índice nacional chegou a negociar nos 4.596,61 pontos, o valor mais baixo dos últimos dez dias.

Na Europa, os principais índices bolsistas também seguem em terreno negativo, num dia em que os investidores continuaram a digerir os resultados das empresas, entre as quais o Royal Bank of Scotland, a Vivendi e a IAG.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,76% para 370,02 pontos, penalizado sobretudo pelas cotadas do sector mineiro, automóvel e banca.

Por cá, o BCP e a Jerónimo Martins foram as cotadas que mais penalizaram o PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado desceu 1,87% para 14,67 cêntimos, enquanto a retalhista desvalorizou 1,47% para 15,105 euros, depois de ter chegado a recuar 1,89% para 15,04 euros, o valor mais baixo desde 4 de Janeiro.

Os títulos da retalhista continuaram a ser penalizados pelos resultados apresentados esta quarta-feira, que ficaram abaixo do esperado. Em 2016, os lucros subiram 78% para 593 milhões de euros, enquanto no quarto trimestre o resultado líquido foi de 93 milhões.

A contribuir para a descida do PSI-20 estiveram também a Sonae, Corticeira Amorim e grupo EDP. A retalhista liderada por Paulo Azevedo deslizou 0,83% para 83,4 cêntimos e a Corticeira Amorim caiu 1,21% para 9,65 euros.  

A EDP Renováveis caiu 0,53% para 6,211 euros e a EDP perdeu 0,31% para 2,887 euros. O CaixaBI acredita que a eléctrica liderada por António Mexia terá registado um resultado líquido de 874 milhões de euros em 2016, que traduzem uma redução de 4% face ao registado no ano anterior.

 

A confirmarem-se as previsões, 2016 foi o segundo ano consecutivo de descida nos lucros da EDP. E o primeiro em 12 anos que a empresa regista lucros anuais abaixo de 900 milhões de euros.

 

Ainda neste sector, a Galp Energia ganhou 0,44% para 13,845 euros. 

Por outro lado, a travar maiores descidas do índice nacional, estiveram a Sonae Capital e a Pharol. A empresa liderada por Cláudia Azevedo subiu 2,4% para 72,5 cêntimos depois de ter reportado lucros de 17,59 milhões de euros em 2016, contra um prejuízo de 290 mil euros no ano precedente. Já a Pharol subiu 4,08% para 35,7 cêntimos. 

(Notícia actualizada às 16:48)

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