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Pessimismo sobre as cotadas norte-americanas em máximos de 2002

O pessimismo sobre as acções dos mercados norte-americanos aumentou na semana passada para o nível mais elevado desde Outubro de 2002, em resultado do prolongado receio de que as taxas de juro mais altas possam vir a abrandar o crescimento da economia.

Paulo Moutinho 28 de Junho de 2006 às 19:02
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O pessimismo sobre as acções dos mercados norte-americanos aumentou na semana passada para o nível mais elevado desde Outubro de 2002, em resultado do prolongado receio de que as taxas de juro mais altas possam vir a abrandar o crescimento da economia.

A percentagem de notas pessimistas escritas sobre os mercados de capitais dos EUA aumentaram para 36,3% de 35,6% na semana terminada a 23 de Junho, segundo os dados da New Rochelle, citados pela agência Bloomberg.

A última vez que os investidores tiveram uma percepção do mercado tão negativa, o índice Standard & Poor´s 500 caiu para o mínimo de cinco anos.

«É provavelmente um bocadinho exagerado», afirmou Paul Hickey, um analista da Birinyi Associates, que acrescentou que «as pessoas estão a colocar demasiado ênfase nas minutas [da Fed] à custa de um problema maior».

Analistas como Paul Hickey, que tentam prever as movimentações das acções baseando-se em analises estatísticas tais como os padrões dos preços e o volume negociado, tendem a considerar o sentimento dos investidores como um indicador contrário.

Um aumento no negativismo ou uma queda no optimismo poderão ser indicadores de que as acções vão subir, pois muitas vezes os investidores que têm uma visão negativa sobre o mercado poderão já ter vendido as suas acções.

A visão negativa sobre os mercados aumentou ao mesmo tempo que o índice S&P 500 caiu pela terceira semana consecutiva, recuando 0,6% para os 1.244,50 pontos. O índice está 6,4% abaixo do máximo de cinco anos atingido no mês passado.

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