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Petróleo abaixo dos 102 dólares com expectativa de manutenção de quotas da OPEP

O petróleo mantém a tendência de queda, tendo já atingido um mínimo de Abril deste ano abaixo dos 102 dólares na bolsa de Londres, com as declarações do ministro do petróleo da Arábia Saudita a levarem o mercado a acreditar que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai manter a produção inalterada.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Setembro de 2008 às 11:46
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O petróleo mantém a tendência de queda, tendo já atingido um mínimo de Abril deste ano abaixo dos 102 dólares na bolsa de Londres, com as declarações do ministro do petróleo da Arábia Saudita a levarem o mercado a acreditar que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai manter a produção inalterada.

Em Nova Iorque o crude cede 1,41% para 104,80 dólares e na Bolsa de Londres o Brent desce 1,18% para 102,22 dólares. A matéria-prima que serve de referência às importações portuguesas já atingiu um mínimo desde início de Abril nos 101,27 dólares.

Ali Al-Naimi já veio afirmar que as reservas disponíveis são suficientes para satisfazer a procura, pelo que o mercado espera que o cartel opte por manter as quotas de produção inalteradas, apesar da descida forte nos preços nas últimas semanas.



O ministro do petróleo da Arábia Saudita afirmou quando chegou a Viena para a reunião de hoje da OPEP, citado pela agência Bloomberg, que o mercado de petróleo está “bem equilibrado” e os inventários estão numa “posição saudável”.

Os 13 países-membros da OPEP, que representa mais de 40% da produção mundial de petróleo, vão hoje reunir-se para rever os “targets” de produção para o quarto trimestre. De acordo com as previsões dos analistas de energia contactados pela agência Bloomberg, o grupo vai manter a produção inalterada.

Também a pressionar as cotações está o facto de o furacão Ike ter perdido força, passando para categoria 1.

O mercado cambial está também a provocar a descida das cotações. Na sessão de hoje, a divisa europeia já tocou num mínimo desde Outubro de 2007 nos 1,4047 dólares. A apreciação do dólar torna menos atractivos os contratos da matéria-prima que são cotados em dólares, o que pressiona os preços do “ouro negro”.





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