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Petróleo abaixo dos 69 dólares por barril penalizado por aumento das reservas

Os preços do petróleo seguiam a negociar em terreno negativo pelo segundo dia consecutivo, a cotar abaixo dos 69 dólares por barril, depois de ontem o Departamento da Energia norte-americano ter divulgado um aumento inesperado das reservas na semana passada.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 08:16
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Os preços do petróleo seguiam a negociar em terreno negativo pelo segundo dia consecutivo, a cotar abaixo dos 69 dólares por barril, depois de ontem o Departamento da Energia norte-americano ter divulgado um aumento inesperado das reservas na semana passada.

Em Nova Iorque, o WTI deslizava 0,80% para os 68,42 dólares por barril, enquanto em Londres o Brent perdia 0,75% para os 67,48 dólares por barril.

Ontem, o Departamento da Energia divulgou que os “stocks” de crude subiram, na semana passada, em 2,86 milhões de barris para um total de 335,6 milhões de barris, quando as previsões dos analistas contactados pela Bloomberg esperavam uma queda de 1,4 milhões de barris.

As reservas de gasolina também aumentaram e superaram largamente o crescimento previsto pelo mercado. As reservas de gasolina subiram em 5,4 milhões de barris, quando o mercado esperava um aumento de 500 mil barris.

A penalizar a matéria-prima está ainda a desvalorização do euro face ao dólar, depois de ontem a Reserva Federal dos Estados Unidos ter sinalizado que a economia está a sair da recessão, o que pode indicar que a entidade está perto de terminar o seu pacote de estímulos à economia.

A moeda única seguia a deslizar 0,03% para os 1,4731 dólares.

Ontem, o presidente da Fed, Ben Bernanke, anunciou que vai abrandar o ritmo de compras de títulos endossados a créditos hipotecários e obrigações ligadas ao mercado imobiliário, cessando assim o programa no valor de 1,45 biliões de dólares três meses mais tarde do que o agendado.

A instituição adiantou ainda que vê uma economia mais robusta, declaração que travou maiores perdas no fecho das bolsas norte-americanas, que ainda assim não conseguiram resistir às quedas, pressionadas pelas descidas acentuadas dos preços das matérias-primas.

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