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Petróleo acumula ganho de sete dólares face ao mínimo de ontem

As cotações do petróleo seguiam a subir fortemente nos mercados internacionais, sustentadas pela primeira quebra em cinco semanas das reservas norte-americanas de gasolina. Nos EUA, o ganho supera os 4%.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 19:39
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As cotações do petróleo seguiam a subir fortemente nos mercados internacionais, sustentadas pela primeira quebra em cinco semanas das reservas norte-americanas de gasolina. Nos EUA, o ganho supera os 4%.

O contrato de Setembro do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência para os Estados Unidos, seguia a ganhar 4,1% no mercado nova-iorquino, para 127,25 dólares por barril, o que corresponde a uma subida de praticamente sete dólares face ao mínimo de 120,42 dólares a que chegou na sessão de ontem (o nível mais baixo desde 6 de Maio).

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, valorizava 3,38% para 126,86 dólares.

O crude tem estado a ser penalizado nas últimas sessões pela valorização do dólar face ao euro, o que diminui a atractividade da matéria-prima para os investidores como cobertura contra o risco de inflação.

No entanto, o “ouro negro” tem estado a ser impulsionado ao longo da sessão de hoje pelos dados relativos aos “stocks” norte-americanos de gasolina.

As reservas de gasolina diminuíram em 3,53 milhões de barris, para 213,6 milhões, na semana passada nos EUA, anunciou o Departamento norte-americano da Energia. Os analistas inquiridos pela Bloomberg previam um aumento de 350.000 barris dos “stocks” de gasolina.

Os inventários de crude caíram menos do que o esperado e os de produtos destilados -que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – aumentaram.

“Estamos a prestar mais atenção aos números relativos à gasolina porque teve a maior variação relativamente às expectativas”, comentou à Bloomberg um analista de energia da Citi Futures Perspective, Tim Evans. “Trata-se da primeira notícia ‘bullish’ das últimas semanas para a gasolina”, acrescentou.

O consumo de combustível nos EUA atingiu uma média de 20,2 milhões de barris por dia nas últimas quatro semanas, o que corresponde a menos 2,4% face ao mesmo período do ano passado.

Este não é um valor habitual, já que o consumo de gasolina atinge um pico durante o Verão do outro lado do Atlântico. A chamada “driving season” nos EUA tem início no fim-de-semana do “Memorial Day”, em finais de Maio, e prolonga-se até ao “Labor Day”, em inícios de Setembro.

No entanto, o abrandamento económico mundial tem reduzido a procura de combustível, factor que também tem estado a contribuir para a queda dos preços do crude nas recentes sessões.

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