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Petróleo afunda mais de 3% nos EUA com mínimos do euro e queda nas bolsas

Os preços do petróleo seguem a reforçar a tendência de queda, a registar a maior descida dos últimos três meses, penalizados pela valorização da nota verde face ao euro, o que reduz a atractividade das matérias-primas denominadas em dólares como investimento alternativo.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 17:29
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Os preços do petróleo seguem a reforçar a tendência de queda, a registar a maior descida dos últimos três meses, penalizados pela valorização da nota verde face ao euro, o que reduz a atractividade das matérias-primas denominadas em dólares como investimento alternativo.

O contrato de Junho do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os EUA, segue a perder 3,30% em Nova Iorque, para 83,35 dólares por barril, depois de ter estado já a afundar 3,9% - a queda mais acentuada desde 4 de Fevereiro.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, cede 2,84%, para 86,41 dólares por barril.

O crude está a ser pressionado pela valorização da divisa norte-americana, que subiu para o nível mais alto de um ano face à moeda única europeia num contexto de receios de contágio da crise da dívida grega.

Além disso,o índice dos gestores de compras na China caiu para um mínimo de seis meses, o que está a contribuir para o pessimismo dos mercados.

Recorde-se que ontem os preços do petróleo chegaram aos 87,15 dólares por barril em Nova Iorque, pela primeira vez em três semanas, animados pelos sinais de aceleração da retoma económica nos EUA.

“Houve uma forte inversão da tendência nas últimas 24 horas”, comentou à Bloomberg a directora de estudos de mercado da Tradition Energy, Addison Armstrong. “As cotações estão consideravelmente mais baixas porque o dólar está muito forte e os mercados accionistas estão a ser castigados”, acrescentou.

O euro segue a cair 1,19% face à divisa norte-americana, fixando-se nos 1,3037 dólares.

Um contango “animador”

O preço do petróleo no mercado nova-iorquino (NYMEX) para entrega em Junho está 3,44 dólares mais baixo do que o contrato de Julho, naquela que é a maior divergência desde 17 de Fevereiro de 2009 entre os contratos de futuros com vencimento mais próximo, salienta a Bloomberg.

O “spread” entre os contratos de Junho e de Dezembro é de 7,48 dólares, um contango que está a incentivar os compradores a armazenarem barris para entrega em meses futuros.

O contango produz-se quando os prazos mais longos estão a ser negociados a preços bastante mais elevados do que os contratos de mais curto prazo. O fenómeno inverso tem o nome de “backwardation”.


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