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Petróleo atinge os 82 dólares em Nova Iorque

Os preços do petróleo continuam a disparar, tendo atingido os 82 dólares em Nova Iorque, numa sessão animada pela subida inferior ao esperado das reservas de crude nos EUA e pela forte queda dos inventários de gasolina. A desvalorização do dólar e o desempenho positivo dos mercados accionistas também estão a ajudar.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 20:12
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Os preços do petróleo continuam a disparar, tendo atingido os 82 dólares em Nova Iorque, numa sessão animada pela subida inferior ao esperado das reservas de crude nos EUA e pela forte queda dos inventários de gasolina. A desvalorização do dólar e o desempenho positivo dos mercados accionistas também estão a ajudar.

O contrato de Dezembro do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os EUA, seguia a ganhar 3,10% em Nova Iorque, para 81,54 dólares por barril, depois de ter chegado a tocar nos 82 dólares, o valor mais alto desde 14 de Outubro de 2008. No acumulado do ano, o WTI sobe 83,4%.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, avançava 3,38%, para 79,85 dólares por barril, tendo atingido um pouco antes os 80,26 dólares. Desde o início do ano, o Brent acumula uma valorização de 75,5%.

A gasolina para entrega em Novembro está também em forte alta, depois do anúncio sobre os seus “stocks” semanais nos EUA, seguindo a ganhar mais de 3% para os 2,0534 dólares por galão (3,78 litros) – o valor mais alto desde 31 de Agosto. Os preços da gasolina estão a subir há oito sessões consecutivas em Nova Iorque, o que corresponde à mais longa série de ganhos desde Julho.

De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE) apresentados hoje, os “stocks” de crude aumentaram em 1,312 milhões de barris na semana passada, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para um acréscimo de 1,5 milhões de barris.

Os inventários da gasolina diminuíram em 2,214 milhões de barris, quando se estimava uma queda de 850 mil barris.

Quanto aos “stocks” de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – desceram em 784 mil barris, contra a previsão de menos um milhão de barris.

A forte queda da nota verde face à moeda única europeia (para menos de 1,50 dólares por euro), que torna mais atractivas as matérias-primas como investimento alternativo, também está a contribuir para a tendência de subida do “ouro negro”, assim como o desempenho positivo dos mercados accionistas.

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