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Petróleo avança com receios de manifestações no Irão

Prisão de dois líderes da oposição iraniana num dia de protestos no país está a elevar as preocupações sobre o fornecimento da matéria-prima.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 01 de Março de 2011 às 08:19
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Os preços do petróleo subiram dos valores mais baixos que tinham registado durante o período de uma semana, continuando a serem influenciados por tudo o que se passa no Médio Oriente e Norte de África. Aos problemas na Líbia, junta-se agora a manifestação planeada para hoje no Irão, o que eleva as preocupações sobre menos petróleo entregue aos importadores.

A possibilidade de uma interrupção do fornecimento de matéria-prima na região está a conduzir à valorização do petróleo, depois de os líderes da oposição iraniana terem sido presos para impedir os protestos calendarizados para hoje, de acordo com fontes próprias da oposição ao regime de Teerão.

Partindo da ideia de que o Irão preparou 3,7 milhões de barris por dia em Fevereiro, uma interrupção na sua produção levaria a um aumento substancial dos custos com o petróleo, já que é o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Esta nova ideia inverteu, então, a tendência que se sentia depois de o CEO da Saudi Arabian Oil, Khalid Al-Falih, ter dito que o reino está “preparado para fornecer um aumento na procura”.

No entanto, “os protestos regionais espalharam-se para o produtor de petróleo Oman, embora os fluxos da matéria-prima não tenham sentido esse impacto”, referiu o analista australiano Mark Pervan sobre os protestos naquele país. “Isso pode elevar as preocupações sobre mais interrupções noutras partes do Médio Oriente”, acrescentou.

Em consequência, o crude de Nova Iorque avança 0,35% para 97,31 dólares, enquanto o Brent do Mar do Norte aprecia 0,38% para 112,23 dólares, ainda assim bastante longe dos 19,79 dólares que marcou na semana passada.

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