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Petróleo cai para 100,66 dólares em Londres

Os preços do crude continuam a cair fortemente nos mercados internacionais, pressionados pela expectativa de manutenção do plafond de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pela perda de intensidade do furacão Ike, que desceu para categoria 1.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Setembro de 2008 às 18:08
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Os preços do crude continuam a cair fortemente nos mercados internacionais, pressionados pela expectativa de manutenção do plafond de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pela perda de intensidade do furacão Ike, que desceu para categoria 1.

O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI) seguia a cair 2,28% no mercado nova-iorquino, para 103,92 dólares por barril. As cotações já estiveram hoje nos 103,85 dólares, o nível mais baixo desde 3 de Abril.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte cedia 1,89%, para 101,48 dólares por barril, tendo já tocado nos 100,66 dólares. Este contrato perde terreno há nove dias consecutivos, o que corresponde ao período de quedas mais longo desde 1988.

O mercado petrolífero acredita que a OPEP vai decidir-se pela manutenção do seu tecto de produção nos actuais níveis, o que tem estado a penalizar as cotações do “ouro negro”.

Segundo declarações de um delegado da OPEP à Agenzia Giornalistica Italia, o cartel poderá marcar uma reunião extraordinária para Novembro – agendando assim uma revisão da sua estratégia antes da conferência de 17 de Dezembro em Oran, na Argélia - uma vez que vários membros do cartel receiam que o mercado possa estar sobrecarregado dentro de dois meses e os preços sob pressão.

A reunião de hoje, que vai decorrer em Viena, só tem início às 21h locais (19 horas em Lisboa) devido ao Ramadão, salienta a Reuters Africa.

Entretanto, o furacão Ike perdeu força e poderá já nem passar pela zona das plataformas petrolíferas do Golfo do México - responsável por um quinto da produção norte-americana de crude -, o que também está a pressionar os preços.

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