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Petróleo desvaloriza com receios de queda da procura

Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar penalizados pelos receios de uma queda da procura como consequência da crise económica. A impedir uma maior desvalorização estão as expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tome mais medidas para estabilizar os preços.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 22 de Dezembro de 2008 às 15:43
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Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar penalizados pelos receios de uma queda da procura como consequência da crise económica. A impedir uma maior desvalorização estão as expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tome mais medidas para estabilizar os preços.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 1,1% para os 41,88 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência às importações europeias, perdia 1,70% para os 43,25 dólares por barril.

As expectativas de que a crise económica global leve a uma queda da procura da matéria-prima continuam a penalizar o petróleo, que já perdeu mais de 100 dólares por barril desde que tocou nos máximos históricos superiores a 147 dólares em Julho.

A semana passada foi a décima primeira em 12 semanas em que se registou uma subida das reservas petrolíferas na maior economia do mundo, o que sugere que o consumo de produtos petrolíferos tem vindo a diminuir.

A impedir maiores quedas estão as declarações do ministro do petróleo da Arábia Saudita que afirmou que a OPEP está “determinada” em estabilizar o mercado petrolífero.

Estas palavras levaram os investidores a acreditar que novas medidas vão ser tomadas por parte do cartel responsável por mais de 40% da produção petrolífera mundial.

Já na semana passada, o presidente da OPEP, Chakib Khelil, referiu que os membros da organização estão preocupados com a redução dos preços do petróleo, o que os leva a ponderar realizar uma nova reunião de emergência.

Na semana passada o cartel procedeu ao maior corte de produção de sempre, no entanto a matéria-prima já perdeu mais de 6,5% do seu valor no mercado nova-iorquino e de 3% em Londres, desde que foi anunciada a medida.


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