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Petróleo em queda com estimativa de subida nas reservas

Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, nos mercados internacionais, pondo termo a quatro dias de ganhos. A penalizar a matéria-prima estão as estimativas dos analistas de que as reservas de crude nos Estados Unidos tenham aumentado, na semana passada. Também os receios em torno da dívida soberana na Grécia continuam a pressionar.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 08:25
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Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, nos mercados internacionais, pondo termo a quatro dias de ganhos. A penalizar a matéria-prima estão as estimativas dos analistas de que as reservas de crude nos Estados Unidos tenham aumentado, na semana passada. Também os receios em torno da dívida soberana na Grécia continuam a pressionar.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) desce 0,14% para os 86,07 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent do Mar do Norte, deprecia 0,09% para os 88,86 dólares por barril.

Amanhã será publicado o relatório das reservas petrolíferas semanais, por parte do Departamento de Energia dos Estados Unidos. As previsões dos analistas consultados pela agência Bloomberg são de que os inventários de crude naquele país tenham crescido pela décima terceira vez em 14 semanas. Estas reservas terão aumentado em 1,7 milhões de barris na última semana.

Já os inventários de destilados terão subido em 1,8 milhões de barris, enquanto as reservas de gasolina terão crescido em 100 mil barris. O aumento das reservas de combustíveis nos Estados Unidos, que são o maior consumidor de energia do mundo, acentua as preocupações em torno da retoma da procura.

“Os ‘stocks’ de crude têm estado a aumentar nas últimas semanas, é um resultado das importações”, referiu à agência noticiosa Victor Shum, director da consultora Purvin & Gertz. “A questão da dívida na Zona Euro vai continuar a conduzir a volatilidade no petróleo”, acrescentou o mesmo responsável.

Também a variação cambial contribui para este desempenho, uma vez que o dólar, moeda na qual são denominadas as matérias-primas, está a valorizar face ao euro. Esta subida da divisa norte-americana diminui a atractividade do investimento no petróleo. O euro segue a perder 0,20% para os 1,3169 dólares.

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