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Petróleo negoceia abaixo dos 35 dólares em Nova Iorque

O petróleo transaccionava abaixo dos 35 dólares por barril em Nova Iorque, a reflectir a especulação de que as reservas petrolíferas norte-americanas tenham aumentado na semana passada, pela décima nona vez em 21 semanas devido à quebra na procura como consequência do agravar da recessão mundial. A matéria-prima também recuava em Londres.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2009 às 08:57
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O petróleo transaccionava abaixo dos 35 dólares por barril em Nova Iorque, a reflectir a especulação de que as reservas petrolíferas norte-americanas tenham aumentado na semana passada, pela décima nona vez em 21 semanas devido à quebra na procura como consequência do agravar da recessão mundial. A matéria-prima também recuava em Londres.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, descia 0,46% para os 34,77 dólares, depois de ontem ter terminado a negociação a ceder 6,88%, a maior queda desde 27 de Janeiro. Já o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, desvalorizava 0,88% para os 40,67 dólares. Ontem, o petróleo transaccionado em Londres caiu 5,20%.

Amanhã será divulgado pelo Departamento de Energia norte-americano o relatório sobre os “stocks” petrolíferos no país na semana passada. As previsões dos analistas consultados pela agência Bloomberg apontam para que os inventários de crude tenham aumentado em 3,2 milhões de barris.

As previsões apontam para que as reservas de gasolina tenham descido em 300 mil barris na semana terminada a 13 de Fevereiro, enquanto os “stocks” de destilados deverão ter caído em 1,5 milhões de barris.

“As reservas estão a aumentar em grande parte porque o consumo é fraco”, afirmou David Moore, estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Austrália, citado pela agência Bloomberg. “Não tem sido apenas o petróleo, vimos metais e outras matérias-primas a recuar. As pessoas estão focadas apenas no ambiente económico internacional negativo”, acrescentou.

Nos últimos dois dias foi anunciado que a indústria manufactureira em Nova Iorque desceu em Fevereiro ao ritmo mais rápido de sempre e que a economia japonesa encolheu 12,7% no quarto trimestre, a mais severa contracção desde 1974.

“Os maus dados económicos continuam a chegar e não há sinais de uma recuperação”, adiantou Victor Shum, especialista da Purvin & Gertz, citado pela agência noticiosa. A mesma fonte frisou que a “procura está a abrandar em todo o mundo”.

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