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Petróleo perde mais de 5% com valorização do dólar

Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e seguem agora a desvalorizar mais de 5% em Nova Iorque, pressionados pela valorização do dólar, que reduz a atractividade da matéria-prima como investimento.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 17:21
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Os preços do petróleo acentuaram a tendência de queda e seguem agora a desvalorizar mais de 5% em Nova Iorque, pressionados pela valorização do dólar, que reduz a atractividade da matéria-prima como investimento.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, desvaloriza 5,27% para os 70,34 dólares por barril, depois de já ter estado a perder mais de 5,7%. Em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia europeia, caía 5,01% para os 68,42 dólares, depois de já ter estado a recuar 2,26%.

A matéria-prima está a ser pressionada pela valorização da moeda norte-americana face ao euro e à libra, o que reduz a atractividade dos contratos petrolíferos como forma de investimento, uma vez que estes são cotados em dólares e se tornam mais dispendiosos.

Contra a moeda da Zona Euro o dólar avança mais de 1% e negoceia mesmo no valor mais alto desde Março de 2007, o que está a pressionar também outras matérias-primas como é o caso do ouro e do cobre, que já tocou no valor mais baixo desde 2005.

“O fortalecimento do dólar é o principal factor a pressionar as matérias-primas, e o petróleo é sempre o líder” das quedas, afirmou James Ritterbusch, presidente da Titterbusch & Associates citado pela Bloomberg.

OPEP deverá cortar a produção para evitar queda dos preços

A matéria-prima negociou em alta nas últimas duas sessões e até durante a manhã de hoje, quando esteve a ganhar mais de 1,5%, impulsionada pelas perspectivas de corte de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

O cartel responsável por mais de 40% da produção petrolífera mundial deverá proceder a uma redução da produção por forma a evitar a continuação da descida dos preços petrolíferos.

No entanto a quantidade só será decidida na reunião de sexta-feira, que foi antecipada uma vez que a desvalorização das cotações estão a “preocupar” os responsáveis da OPEP.

“Eles têm de cortar em mais de um milhão” de barris diários uma vez que se não o fizerem “vão ver os preços a continuar a cair”, afirmou Johannes Benigni da JBC Energy citado pela Bloomberg.

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