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Petróleo prepara-se para maior ganho mensal desde 1999

Os preços do petróleo continuam a subir, a caminho do maior ganho mensal nos últimos 10 anos, uma vez que os indicadores económicos na Ásia e a queda das reservas de crude nos EUA apontam para uma retoma a nível global.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 15:14
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Os preços do petróleo continuam a subir, a caminho do maior ganho mensal nos últimos 10 anos, uma vez que os indicadores económicos na Ásia e a queda das reservas de crude nos EUA apontam para uma retoma a nível global.

O contrato de Julho do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos Estados Unidos, seguia a ganhar 1,61%, para 66,13 dólares por barril, tendo já estado hoje nos 66,36 dólares – o nível mais alto desde 5 de Novembro.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, avançava 1,68% para 65,47 dólares.

Tanto o WTI como o Brent superaram os 147 dólares por barril a 11 de Julho do ano passado, naquele que constituiu os seus máximos históricos. No segundo semestre de 2008 e nos primeiros meses de 2009, a tendência foi de queda, sobretudo devido ao intensificar da recessão mundial, mas a retoma bolsista iniciada a 10 de Março tem sustentado os preços desta matéria-prima.

Apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter deixado inalterado o seu “plafond” de produção na reunião de anteontem, as cotações do “ouro negro” continuaram a subir, pois o cartel prevê um aumento dos preços até ao final do ano.

O ministro saudita do Petróleo, Ali Al-Naimi, afirmou que o crude estará em torno dos 75 dólares por barril no terceiro ou quarto trimestre deste ano. Além disso, advertiu que os preços poderão disparar para os 150 dólares no prazo de três anos se não houver investimento em novas capacidades de exploração.

Os membros da OPEP têm referido amiúde que não é viável investir em novas capacidades de produção aos preços actuais, sendo necessário, para isso, que eles estejam pelo menos entre os 75 e os 80 dólares por barril.

Foi hoje anunciado que a economia indiana cresceu mais do que o esperado no primeiro trimestre, ao passo que a produção industrial no Japão registou no mês passado a maior subida desde há pelo menos seis anos.

Ontem, o Departamento norte-americano da Energia divulgou que as reservas de crude norte-americanas caíram em 5,41 milhões de barris na semana passada.

Os preços do petróleo estão igualmente a escalar com a desvalorização do dólar, que se prepara para a sua maior queda mensal deste ano contra o euro. A quebra da nota verde aumenta a atracção pelas “commodities” – especialmente petróleo e ouro - como investimento alternativo.

100 dólares dentro de dois anos

Hoje, a Cazenove Asia estimou, citada pela Bloomberg, que o retorno das cotações do petróleo ao patamar dos 100 dólares é “inevitável” no prazo de dois anos, devido à reduzida capacidade excedentária entre os membros da OPEP.

Os preços do Brent poderão atingir esse nível em 2011, referiu a Cazenove Asia, unidade da Standard Chartered, que prevê que a capacidade excedentária da OPEP caia para 4% em 2011.

Os Estados Unidos previram esta semana que os preços do WTI possam atingir os 110 dólares em 2015 e os 130 até 2030.

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