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Petróleo recua com receios em torno da procura

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda nos mercados internacionais, recuando de máximos de 17 meses, depois de ontem um relatório ter revelado que as reservas de crude e gasolina nos Estados Unidos aumentaram. Dados que acentuam os receios em torno da retoma na procura de combustíveis no país que é o maior consumidor energético do mundo.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 08:06
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Os preços do petróleo seguem a negociar em queda nos mercados internacionais, recuando de máximos de 17 meses, depois de ontem um relatório ter revelado que as reservas de crude e gasolina nos Estados Unidos aumentaram. Dados que acentuam os receios em torno da retoma na procura de combustíveis no país que é o maior consumidor energético do mundo.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,20% para os 83,59 dólares, após três sessões de ganhos. Já o Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres e que serve de referência para a Europa, recua 0,24% para os 82,50 dólares, interrompendo uma série de três dias de subida.

Ontem, o Departamento de Energia norte-americano anunciou que os “stocks” de crude aumentaram, na semana passada, em 2,93 milhões de barris, mais do que o esperado pelos analistas consultados pela agência Bloomberg que antecipavam uma subida de 2,5 milhões de barris.

Este aumento colocou os inventários de crude nos 354,2 milhões de barris, na última semana, o que está 6,5% acima da média dos níveis dos últimos cinco anos.

As reservas de gasolina subiram inesperadamente em 313 mil barris para os 224,9 milhões de barris, sendo esperado pelos analistas uma descida de 1,85 milhões de barris.

Por outro lado, o relatório da ADP, também conhecido ontem, avançou que as empresas norte-americanas cortaram 23 mil postos de trabalho, em Março, quando a previsão era de que estas tivessem criado 40 mil postos de trabalho.

Números que acentuaram a especulação de que a taxa de desemprego, que será publicada amanhã, não vá de encontro às expectativas do mercado, o que está também a penalizar a negociação da matéria-prima. Este indicador é um dos mais relevantes no sentido de avaliar as melhorias na economia e a capacidade de consumo, o que suporta a procura de combustíveis.

Por outro lado, o dólar segue a valorizar face ao euro. A moeda europeia recua 0,18% para os 1,3485 dólares. Uma vez que a matéria-prima é denominada em dólares, esta apreciação da divisa norte-americana torna menos atractivo este investimento.

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