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Petróleo recupera terreno com possível reunião extraordinária da OPEP

As cotações do crude seguiam a ganhar terreno nos mercados internacionais, recuperando de mínimos dos últimos 21 meses, devido ao anúncio de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá reunir-se ainda este mês, no Cairo.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 12:40
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As cotações do crude seguiam a ganhar terreno nos mercados internacionais, recuperando de mínimos dos últimos 21 meses, devido ao anúncio de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá reunir-se ainda este mês, no Cairo.

A próxima reunião oficial está agendada para 17 de Dezembro, mas o cartel petrolífero poderá voltar a realizar um encontro extraordinário, à semelhança do que fez a 24 de Outubro. Nessa reunião, a OPEP anunciou uma redução do seu “plafond” de produção em 1,5 milhões de barris por dia. Chakib Khelil, presidente do cartel, referiu entrentanto que a organização poderia reunir-se de novo antes da reunião oficial agendada para Dezembro e decidir-se por mais cortes.

Desde Dezembro de 2006 que a OPEP não reduzia a sua produção.

Na sua última reunião oficial, a 10 de Setembro em Viena, a OPEP decidiu cumprir rigidamente os níveis formais de produção definidos para cada membro, uma iniciativa que visava reduzir a oferta de petróleo ao mercado em 500.000 barris por dia. No entanto, essa medida não se revelou suficiente para travar a actual queda dos preços.

A quota oficial de produção para 11 dos 13 membros da OPEP – uma vez que o Iraque não está incluído por estar abrangido pelo regime “petróleo por comida” da ONU e também porque a Indonésia já se tornou importadora e vai deixar de fazer parte do cartel no próximo ano – ficou estabelecida em 28,8 milhões de barris por dia na reunião de Setembro, tendo depois sido reduzida em 1,5 milhões no encontro de 24 de Outubro.

O West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos, ganhava 1,03%, para 56,74 dólares por barril.

O contrato de Dezembro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, seguia a subir 0,61% no mercado londrino, para 52,69 dólares por barril.

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