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Petróleo reforça perdas apesar de queda das reservas

As cotações do crude seguem a intensificar o movimento de descida e nem a redução dos inventários nos EUA nem a valorização do dólar ajudaram a inverter a tendência.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 16:18
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O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os EUA, está a perder 2,2% para 89,32 dólares por barril, fixando-se assim abaixo dos 90 dólares pela primeira vez desde 3 de Agosto, e depois de ter atingido no passado dia 14 de Setembro um máximo anual de 100,42 dólares.

Em Londres, o contrato para entrega em Outubro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, cede 1,6%, para 108,73 dólares por barril.

De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE) apresentados hoje, os “stocks” de crude caíram em 2,44 milhões de barris na semana passada, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para um acréscimo de 1,9 milhões de barris.

Os inventários da gasolina diminuíram em 481 mil barris, quando se estimava um aumento de meio milhão de barris.

Quanto aos “stocks” de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – registaram um decréscimo de 482 mil barris, contra a projecção de uma subida de meio milhão de barris.

Apesar de as reservas destes produtos terem caído, quando se esperava um aumento, a matéria-prima continua a perder terreno nos principais mercados internacionais. É que apesar da redução dos inventários, a produção norte-americana de crude subiu para o nível mais alto desde Janeiro de 1997, o que alivia os recentes receios de escassez (que levaram à possibilidade de os EUA terem de recorrer às suas reservas estratégicas).

Hoje, o dólar está a valorizar face ao euro, o que também costuma sustentar o petróleo – já que fica mais atractivo como investimento, por ser negociado na nota verde – mas nem esse factor está a impulsionar.

Entre as principais razões para a queda de hoje está o facto de as bolsas estarem a transaccionar no vermelho e também as declarações do presidente do Banco da Reserva Federal de Filadélfia, Charles Plosser, que disse ser provável que o novo pacote de estímulos nos EUA não impulsione o crescimento económico. “A euforia do ‘quantitative easing’ diminuiu”, comentou à Bloomberg um estratega do Saxo Bank, Ole Hansen.

Além disso, o Citigroup reviu em baixa as previsões para a procura mundial de petróleo, o que está igualmente a deprimir o mercado.

Ainda a pressionar está também a crise da dívida na Zona Euro, com as tensões sociais e políticas em Espanha no centro das atenções esta semana. Com os receios de abrandamento económico na Europa, e noutras regiões do mundo, aumenta o potencial de uma menor procura de crude, o que desanima os investidores.
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