Matérias-Primas Petróleo cai depois das previsões de subida das reservas nos EUA

Petróleo cai depois das previsões de subida das reservas nos EUA

O petróleo caiu pela primeira vez em quatro sessões depois de ter sido previsto um aumento dos inventários nos EUA. O risco de uma potencial guerra comercial desencadeada pelo presidente Donald Trump, assim como a possível saída do conselheiro de Trump, Gary Cohn, também pressionam a cotação da matéria-prima.
Petróleo cai depois das previsões de subida das reservas nos EUA
Reuters
Raquel Murgeira 07 de março de 2018 às 12:27

O West Texas Intermediate (WTI) cai 0,72% para 62,15 dólares, já o Brent em Londres, referência para Portugal, cede 0,84% para 65,25 dólares.

O Instituto Americano do Petróleo deverá hoje anunciar que os stocks de petróleo tenham aumentado em 5,7 milhões de barris na semana passada, o que está a provocar a correcção da cotação da matéria-prima, que fechou em alta nas três últimas sessões.


O petróleo tem negociado acima dos 60 dólares por barril, isto numa altura em que a OPEP e os seus aliados continuam a tentar cortar na produção para diminuir o excesso global de petróleo existente.

Os investidores estão preocupados com o facto de a produção petrolífera nos EUA possa neutralizar os esforços Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em reduzir o excesso global de petróleo. A subida das reservas da matéria-prima nos EUA, que hoje deverá ser mais uma vez confirmada pelo Instituto Americano do Petróleo, reforça esta tendência de que os cortes na OPEP estão a ser compensados pela produção recorde nos EUA.

"Os fundamentais do petróleo têm mostrado sinais de fraqueza" refere Ole Sloth Hansen, director estratégico da Saxo Bank, citado pela Bloomberg. E acrescenta que, "o forte crescimento da produção de petróleo fora da OPEP está a desafiar a organização e os seus aliados em manter a estabilidade de preços".

No mesmo sentido, o ideal de proteccionismo de Donald Trump com a possível implementação de tarifas sobre o aço e o alumínio, acrescenta uma nova onda de preocupações, dando sinais crescentes de uma possível guerra comercial. Também o anúncio de uma possível saída de Gary Cohn, um dos principais conselheiros económicos do presidente dos EUA influencia esta queda. Esta notícia leva os investidores a especularem que Trump vai mesmo aplicar tarifas às importações de aço e alumínio.



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