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Petróleo sobe mais de 3% e empurra Wall Street de volta aos ganhos

As cotadas do setor energético estão a impulsionar as principais praças de Wall Street, que regressam aos ganhos depois de dois dias de quedas.

Reuters
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 13 de Junho de 2019 às 14:44
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As bolsas norte-americanas regressaram aos ganhos nesta quinta-feira, 13 de junho, depois de terem registado perdas nas duas últimas sessões. As principais praças de Wall Street estão a ser impulsionadas pelas cotadas do setor energético, num dia em que os preços do petróleo avançam mais de 3% nos mercados internacionais, um movimento que compensa receios renovados em torno do abrandamento da economia, depois de as autoridades norte-americanas terem revelado um aumento inesperado dos pedidos de subsídio de desemprego.

O índice de referência S&P 500 abriu a valorizar 0,33% para os 2.889,29 pontos. Já o tecnológico Nasdaq avança 0,38% para os 7.822,69 pontos, enquanto o industrial Dow Jones soma 0,34% para os 26.090,80 pontos.

A explicar este movimento está o desempenho das cotadas do setor energético, que acompanham a evolução da matéria-prima. O barril de West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a subir 3,3% para os 52,84 dólares. Já o barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para o mercado português, ganha 3,59% para os 62,12 dólares.

Isto depois de, esta manhã, terem sido reportados ataques, no Golfo de Omã, a dois navios petroleiros, que já receberam assistência das forças navais norte-americanas.

Os índices que reúnem as maiores cotadas dos setores do petróleo e gás estão, assim, a registar ganhos em torno dos 2%, compensando o nervosismo dos investidores que tem pesado sobre os mercados acionistas. O prolongamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China - numa semana em que Donald Trump disse não ter um prazo para retomar as negociações com Pequim -, bem como os receios de um abrandamento da economia global têm penalizado as bolsas nas últimas sessões.

Estes receios foram reforçados esta quinta-feira, depois de as autoridades norte-americanas terem anunciado que, na semana terminada a 8 de junho, foram feitos 222 mil pedidos de subsídio de desemprego, um número que surpreendeu os economistas e que representa um máximo das últimas cinco semanas.

Notícia atualizada às 14h49 com mais informação.
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