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Petróleo aprecia mas analistas prevêem nova queda para a semana

Os preços do petróleo caíam em Nova Iorque e em Londres, depois de terem atingido ontem o valor mais baixo de sete semanas. No entanto, os analistas consultados pela Bloomberg prevêem uma nova queda no valor da matéria-prima para a semana.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 13:26
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Os preços do petróleo caíam em Nova Iorque e em Londres, depois de terem atingido ontem o valor mais baixo de sete semanas, uma vez que a subida das importações dos EUA acalmou as preocupações com o fornecimento de inventários para o Inverno. No entanto, os analistas consultados pela Bloomberg prevêem uma nova queda no valor da matéria-prima para a semana devido ao previsível abrandamento da procura.

O contrato do crude [cl1] avançava 0,89% para os 47,84 dólares (37,07 euros) por barril em Nova Iorque, enquanto o «brent» [co1] subia 0,81% para os 43,37 dólares (33,6 euros).

A subida dos inventários de petróleo, o final das eleições dos Estados Unidos da América e as temperaturas mais quentes do que o habitual ajudaram a baixar os preços do petróleo em cerca de 15% desde que atingiu valores recorde alcançados há mais de duas semanas.

O petróleo chegou ontem a avançar com a queda inesperada nos inventários de petróleo para aquecimento mas acabou por cair mais de 3% no final da sessão, com a subida no ritmo de processamento das refinarias a indiciar que os fornecimentos vão provavelmente ser repostos nas próximas semanas.

Os analistas consultados pela agência noticiosa norte-americana Bloomberg consideram que o petróleo vai cair na próxima semana com a subida da produção mundial e na especulação de que o crescimento da procura está a abrandar.

Dos 47 inquiridos, um grupo de 30, ou 64%, dizem que os preços vão cair na próxima semana, o que representa a maior percentagem de analistas a apontarem para uma descida nas 31 semanas em que o inquérito tem estado a funcionar. Há uma semana 50% diziam que os preços iriam descer.

Os inventários de crude dos EUA subiram 85 milhões de barris, para os 291,5 milhões de barris desde dia 17 de Setembro uma vez que as importações aumentaram, segundo o Departamento de Energia. Os preços elevados vão reduzir a taxa de crescimento de consumo de petróleo no próximo ano, disse a Agência Internacional de Energia esta semana.

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