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Petróleo cai após declarações do ministro iraniano

As cotações do crude começaram há pouco a perder terreno, depois de terem estado a ser negociadas em torno de um máximo de quatro meses logo de manhã. O ministro do petróleo do Irão disse hoje que o país não tenciona reduzir os fornecimentos de matéria pr

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Janeiro de 2006 às 12:35
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As cotações do crude começaram há pouco a perder terreno, depois de terem estado a ser negociadas em torno de um máximo de quatro meses logo de manhã. O ministro do petróleo do Irão disse hoje que o país não tenciona reduzir os fornecimentos de matéria prima caso o conselho de segurança da ONU leve a discussão o programa nuclear do país.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deu sinais de que na reunião de hoje vai decidir continuar a bombear crude quase no máximo da sua capacidade, de forma a reforçar as reservas e a atender à crescente procura. Os mercados esperam ansiosamente pelo resultado da reunião.

Os membros da OPEP estão hoje reunidos em Viena para decidirem se vão manter o actual «plafond» de produção durante o segundo trimestre – qualquer decisão hoje tomada só será efectivada a partir de Abril, segundo o ministro líbio do Petróleo. O cartel está a bombar perto do seu mais alto nível dos últimos 26 anos, dado que a procura tem aumentado por parte das economias asiáticas, deixando os mercados mundiais com pouca capacidade extra para compensarem quaisquer perturbações de fornecimento.

«Apesar de a OPEP parecer querer manter os ‘stocks’ em níveis razoáveis e fornecer petróleo suficiente para satisfazer a procura, o cartel está contente com o actual nível dos preços», afirmou um analista da Global Insight, Simon Wardell, citado pela Bloomberg.

O West Texas Intermediate para entrega em Março cedia 0,51% no mercado nova-iorquino, estabelecendo-se em 68 dólares por barril. Em Londres, o «brent» registava uma quebra de 0,69%, para 66,13 dólares.

A produção da OPEP, fonte de mais de um terço do petróleo mundial, está a preencher uma crescente disparidade entre o aumento da procura e a produção por parte dos países não-OPEP, que estagnou no ano passado. O cartel costuma reduzir a produção para o segundo trimestre, dado que a procura normalmente diminui.

A quota de produção da OPEP, um mecanismo auto-imposto concebido para impulsionar os preços, é actualmente de 28 milhões de barris diários para 10 dos 11 membros, dado que o Iraque está restringido por limites impostos pela ONU. Os 11 membros extraíram 29,9 milhões de barris por dia em Dezembro, de acordo com os dados da Bloomberg.

Tudo leva a crer que a OPEP vai decidir-se pela manutenção da produção, pois apenas o Irão e a Venezuela se mostraram a favor de uma redução. James Williams, analista norte-americano da WTRG Economics, que acredita que a OPEP vai manter tudo na mesma, disse ao Jornal de Negócios que «o Irão provavelmente está apenas a recordar ao mundo a sua importância e que quatro milhões de barris por dia de produção estão em risco caso a ONU decida impôr-lhe sanções devido ao seu programa nuclear». «Quanto à Venezuela, este país quase sempre pede cortes de produção, já que é a única forma de aumentar a sua receita petrolífera», acrescentou o mesmo responsável.

A Rússia e a China concordaram em juntar-se aos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha para apoiarem que se leve o caso do programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na reunião de 2 de Fevereiro da Agência Internacional da Energia Atómica.

O conflito em torno do programa nuclear do Irão tem sido um dos principais factores a impulsionar os preços do petróleo.

O ministro do Petróleo iraniano disse hoje, citado pela Bloomberg, não ver razões para que o país reduza as exportações caso o Conselho de Segurança da ONU discuta o seu programa nuclear.

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