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Petróleo cai com analistas a preverem subida das reservas dos EUA

Os preços do petróleo desvalorizavam pela quarta sessão dos últimos cinco dias, uma vez que o abrandamento no crescimento da procura reduziu as preocupações com as interrupções nos fornecimentos.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 02 de Novembro de 2004 às 18:05
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Os preços do petróleo desvalorizavam pela quarta sessão dos últimos cinco dias, uma vez que o abrandamento no crescimento da procura reduziu as preocupações com as interrupções nos fornecimentos. A expectativa que a oferta da matéria-prima possa vir a aumentar no mercado global caso o candidato democrata à presidência dos EUA, John Kerry, ganhe as eleições que hoje se realizam, também contribuiu para a queda da matéria-prima.

O crude [cl1], negociado em Nova Iorque, recuava 0,30% para 49,98 dólares (39,2 euros), a negociar perto do valor mais baixo em quatro semanas, depois de ontem ter perdido 4,73% e de hoje ter desvalorizado um máximo de 1,27%.

O «brent» [co1], transaccionado em Londres, deslizava 0,40% para os 46,87 dólares (36,8 euros), com uma queda superior a 5% na sessão de ontem e uma desvalorização máxima de 1,19% na de hoje.

Os inventários dos Estados Unidos da América cresceram durante cinco semanas consecutivas e espera-se que amanhã o relatório do Departamento de Energia mostre que os «stocks» da maior economia mundial aumentaram na semana passada.

Os inventários provavelmente cresceram em dois milhões de barris na semana que terminou dia 29 de Outubro, face ao total de 283,4 milhões registado na semana antecedente, segundo os analistas consultados pela Bloomberg. Estes «stocks» estiveram 2,9% abaixo dos níveis do ano anterior no relatório da semana passada.

Os preços do petróleo também caíram com a especulação de que o abrandamento económico nos EUA e na Europa pode vir a desencorajar o consumo.

Para além disso, o petróleo também avançou depois de Kerry ter anunciado que, se ganhar as eleições presidenciais que decorrem hoje nos EUA, suspende as entregas para os ‘stocks’ de emergência norte-americana, conhecidos por «reserva estratégica de petróleo».

Esta medida pode fazer cair os preços do petróleo que subiram cerca de 56% desde que George W. Bush tomou posse, em Janeiro de 2001.

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