Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Petróleo cai mais de 2% com aumento inesperado de reservas nos EUA

O preço do barril de petróleo seguia desvalorizar mais de 2%, depois do Departamento de Energia dos Estados Unidos ter anunciado um aumento inesperado nas reservas de crude do país, referentes à semana passada.

Paulo Moutinho 03 de Maio de 2006 às 19:27
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O preço do barril de petróleo seguia desvalorizar mais de 2%, depois do Departamento de Energia dos Estados Unidos ter anunciado um aumento inesperado nas reservas de crude do país, referentes à semana passada.

Em reacção ao anúncio dos inventários dos EUA, o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, recuava 2,56% para os 72,70 dólares, e em Londres, o barril de «brent» descia 2,25 % para os 72,96 dólares, depois de no início da sessão ter chegado a igualar o máximo histórico de 74,97 dólares atingido no final da negociação de ontem.

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, os inventários de crude, referentes à semana terminada a 28 de Maio, aumentaram em 1,73 milhões de barris para os 346,7 milhões de barris, contrariamente à queda de 150 mil barris estimada pelos analistas consultados pela agência Bloomberg.

Os «stocks» de petróleo nos EUA aumentaram apesar da capacidade de produção das refinarias ter recuado em relação à semana passada.

Depois de nove semanas em queda, as reservas de gasolina voltaram a aumentar. Segundo o mesmo relatório, os inventários de gasolina cresceram em 2,1 milhões de barris na semana passada, para os 202,7 milhões, quando os analistas previam uma quebra de 650 mil barris.

A excepção foram os produtos destilados, que incluem o gasóleo rodoviário e o combustível para aquecimento, que desceram em 1,07 milhões de barris, quando os analistas estimavam uma quebra de apenas 100 mil barris.

Apesar da desvalorização dos preços da matéria-prima, o barril de petróleo continua a registar ganhos, desde o início do ano, de cerca de 21% em Nova Iorque e de mais de 25% em Londres, essencialmente devido às tensões entre os EUA e o Irão em relação ao programa nuclear iraniano.

Para além disso, os ataques dos rebeldes da Nigéria às refinarias e mais recentemente a nacionalização dos campos petrolíferos na Bolívia, têm sido os principais factores que determinaram os elevados preços do «ouro negro» nos mercados internacionais.

Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias