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Petróleo cai pela quinta sessão consecutiva

O petróleo caía hoje pela quinta sessão consecutiva, protagonizando a queda mais longa desde Agosto do ano passado, perante indícios de que os inventários dos EUA vão ser suficientes para satisfazer o aumento da procura por parte dos fabricantes de gasoli

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 08 de Abril de 2005 às 16:05

O petróleo caía hoje pela quinta sessão consecutiva, protagonizando a queda mais longa desde Agosto do ano passado, perante indícios de que os inventários dos EUA vão ser suficientes para satisfazer o aumento da procura por parte dos fabricantes de gasolina.

O crude deslizava 0,94% para os 53,60 dólares em Nova Iorque enquanto o «brent», transaccionado em Londres desvalorizava 1% para os 53,50 dólares.

Os «stocks» de crude aumentaram pela oitava semana consecutiva nos EUA e estão no nível mais elevado desde Julho de 2002, segundo dados do Departamento de Energia do país divulgados dia 6 de Abril. A produção das refinarias norte-americanas aumentou 5,2% na semana passada, para o nível mais elevado desde Dezembro. Cerca de 10% da produção a nível mundial é usada para fabricar gasolina para os automobilistas norte-americanos.

Com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo a produzir crude em níveis máximos, o mercado acredita que a oferta será suficiente para responder ao previsível aumento do consumo. A Arábia Saudita está a dizer aos países compradores de petróleo que vai colocar no mercado o máximo de crude possível, de modo a aumentar as reservas mundiais até ao final deste ano.

O crude atingiu o valor recorde nos 58,28 dólares mas acabou por fechar em queda nessa sessão e perder em todas até hoje, o que significa que o valor da matéria-prima está esta semana 6,4% abaixo da anterior mas 44% mais elevado do que no período homólogo.

Neste contexto, segundo economistas consultados pela Bloomberg a subida dos preços de Energia e a das taxas de juro vai prejudicar os gastos de consumo e fazer com que a economia norte-americana abrande no final deste ano. Os especialistas estimam que a economia se expanda a uma média de 3,5% de Julho até Dezembro depois de ter crescido 3,9% nos primeiros seis meses.

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