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Petróleo com série de quedas mais longa desde Agosto de 2004

Os preços do petróleo negoceiam hoje abaixo dos 54 dólares em Londres e Nova Iorque e estão a recuar pela quinta sessão consecutiva, o que representa a série de quedas mais longa desde Agosto do ano passado. Na próxima semana a tendência deverá repetir-se

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Abril de 2005 às 09:13

Os preços do petróleo negoceiam hoje abaixo dos 54 dólares em Londres e Nova Iorque e estão a recuar pela quinta sessão consecutiva, o que representa a série de quedas mais longa desde Agosto do ano passado. Na próxima semana a tendência deverá repetir-se.

O crude em Nova Iorque descia 0,42% para os 53,94 dólares o barril, depois de ontem ter fechado em queda superior a 3%. O barril de «brent» em Londres depreciava 0,44% para os 53,80 dólares e ontem fechou a perder 2,98%.

Esta tendência de descida nos preços do petróleo deve-se ao facto de as refinarias norte-americanas estarem a aumentar os níveis de produção, prevendo-se assim que o mercado estará abastecido de forma suficiente no Verão, época em que o consumo de combustíveis aumenta.

Segundo os dados revelados na quarta-feira pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, a produção das refinarias norte-americanas aumentou 5,2% na semana passada, para o nível mais elevado deste ano e as reservas de crude subiram pela oitava semana consecutiva.

Com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo a produzir crude em níveis máximos, o mercado acredita que a oferta será suficiente para responder ao previsível aumento do consumo. A Arábia Saudita está a dizer aos países compradores de petróleo que vai colocar no mercado o máximo de crude possível, de modo a aumentar as reservas mundiais até ao final deste ano.

Assim, segundo uma sondagem realizada pela Bloomberg, os analistas acreditam que na próxima semana os preços do petróleo vão manter a tendência de queda das últimas sessões. Dos 62 analistas contactados pela agência de notícias, mais de metade (32) acredita que os preços vão voltar a descer na próxima semana

Desde o máximo histórico de 58,28 dólares o barril, o preço do crude já desvalorizou mais de 7%, e deverá completar hoje a segunda semana de quedas entre as últimas nove. Contra o mesmo período do ano passado, o crude apreciou 45%.

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