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Petróleo desce mais de 5% esta semana

O petróleo mantinha a tendência de queda e negociava abaixo dos 71 dólares, preparando-se para registar a primeira descida semanal em quase dois meses. Nas últimas cinco sessões recuou mais de 5%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Abril de 2006 às 12:54
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O petróleo mantinha a tendência de queda e negociava abaixo dos 71 dólares, preparando-se para registar a primeira descida semanal em quase dois meses. Nas últimas cinco sessões recuou mais de 5%.

Após a escalada de preços das últimas semanas, o petróleo desvalorizou esta semana quer em Londres quer em Nova Iorque.

A justificação da descida está relacionada com a divulgação dos números das reservas dos Estados Unidos e com as estimativas em relação à capacidade de produção das refinarias do país, numa altura em que a procura de gasolina vai começar a aumentar.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1], negociado em Nova Iorque, recuava 0,55% para os 70,58 dólares, o que representa uma queda superior a 6% face ao valor a que a matéria-prima começou a negociar esta semana.

Já em Londres, o «brent» [co1] descia 0,27% para os 70,72 dólares, o que corresponde a uma desvalorização semanal superior a 5%.

Esta semana o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que as reservas de crude e de gasolina caíram, mas bastante menos do que o esperado pelos analistas. Já os números referentes aos «stocks» de destilados surpreenderam tendo registado um acréscimo.

Este factor pressionou os preços do petróleo e em conjunto com as expectativas do mercado em relação à capacidade de produção das refinarias norte-americanas arrastou a matéria-prima para os 70 dólares.

Apesar desta queda, os preços do petróleo continuam a acumular ganhos acentuados desde o início do ano. O WTI acumula uma subida de 15,6% e o «brent» está a somar quase 20% desde o início de 2006.

A subida do petróleo este ano está relacionada essencialmente com questões geopolíticas. A tensão na Nigéria, com os rebeldes a ameaçarem ataques a plataformas petrolíferas, e a tensão no Irão, devido ao seu programa nuclear, têm sido as principais razões da escalada da matéria-prima nas últimas semanas.

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