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Petróleo desvaloriza mais de 1% e corrige ganhos semanais de 13%

Os preços do petróleo perdiam mais de 1% a aliviar dos ganhos acumulados na semana passada superiores a 13%, em Londres, devido às expectativas de que o consumo de gasóleo para aquecimento nas próximas semanas vá aumentar.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 16:49
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Os preços do petróleo perdiam mais de 1% a aliviar dos ganhos acumulados na semana passada superiores a 13%, em Londres, devido às expectativas de que o consumo de gasóleo para aquecimento nas próximas semanas vá aumentar e também devido às notícias que dão conta de que Bin Laden apelou a ataques contra as explorações petrolíferas no Golfo Pérsico.

O «brent» [co1], negociado em Londres, caía 1,75% para os 42,64 dólares (31,99 euros), e o crude [cl1], transaccionado em Nova Iorque, recuava 1,25% para 45,7 dólares (34,28 euros).

As previsões climatéricas apontam para temperaturas nos EUA abaixo do normal, o que pressupõem aumento da procura de combustíveis para aquecimento, pressionando «stocks» que estão abaixo do nível normal para a época do ano, o que fez disparar os preços do petróleo na semana passada.

O líder da rede terrorista al-Qaeda, Osama Bin Laden, apelou ao grupo extremista, na passada semana, que realize ataques em explorações petrolíferas no Golfo Pérsico e no Iraque, o que ajudou a que os preços avançassem durante aquele período.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá voltar a cortar as quotas oficiais de produção já em Janeiro, segundo as previsões dos analistas do Centre for Global Energy Studies (CGES). O objectivo é manter elevados os preços do petróleo.

A decisão da OPEP de reduzir a produção de petróleo, anunciada após a reunião do cartel no passado dia 10, teve como base o aumento recente dos inventários petrolíferos dos Estados Unidos, mas os analistas do CGES apelidam esta decisão de «prematura».

Os preços do petróleo vão recuar em 2005 para uma média de 39 dólares (29,26 euros) o barril devido à diminuição da procura e ao aumento do fornecimento por parte da Rússia e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), segundo um inquérito realizado pela Bloomberg.

No primeiro trimestre a média de preços por barril deve rondar os 43 dólares (32,26 euros), de acordo com os analistas consultados pela agência. Este ano a média é de 41,39 dólares (31,05 euros), o que representa mais 10 dólares do que em 2003 e o valor mais elevado dos últimos 21 anos.

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