Matérias-Primas Petróleo dispara 7% mesmo sem compromisso do Irão para travar queda dos preços

Petróleo dispara 7% mesmo sem compromisso do Irão para travar queda dos preços

Apesar de o Irão não se comprometer com os esforços da OPEP para travar a queda dos preços do ouro negro, os investidores estão entusiasmados com as conversações levadas a cabo pelos grandes produtores da matéria-prima.
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Inês F. Alves 17 de fevereiro de 2016 às 18:00

O Brent, negociado em Londres e preço de referência para as importações europeias, disparou mais de 7% depois do encontro entre o ministro do Petróleo do Irão com os parceiros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Apesar de elogiar os esforços para conter a queda dos preços, o país não garantiu participar do acordo de Doha.

Bijan Namdar, ministro do Petróleo iraniano encontrou-se esta quarta-feira com representantes do Iraque, Qatar e Venezuela. O encontro tinha não só o objectivo de debater o excesso de oferta da matéria-prima no mercado, como de inquirir o Irão sobre a possibilidade de participar do acordo de Doha, em que Rússia, Arábia Saudita, Venezuela e Qatar combinaram congelar a produção nos níveis de 11 de Janeiro.

Apesar de elogiar a iniciativa para travar a queda dos preços do petróleo, o Irão não se comprometeu a participar, mas os encontros entre os grandes produtores da matéria-prima estão a animar os investidores, fazendo-a disparar nos mercados.

 

O Brent, negociado em Londres e preço de referência para a Europa avança 7,52% para os 34,60 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate soma 6,58% para os 30,95 dólares.

"O facto de terem tido uma reunião e o facto de esta ter terminado de forma cordial é razão suficiente para os ganhos", diz John Kilduff, analista do Again Capital, citado pela Bloomberg. "É suposto que estes países se ataquem, então [isto] é qualquer coisa", acrescentou.

No entanto, o Irão "não vai prescindir da sua quota de mercado", garantiu o ministro do Petróleo iraniano, Namdar Zanganeh, citado pela Bloomberg, o que torna improvável a sua participação neste entendimento.

"Os iranianos sacrificaram muito para ver as sanções levantadas e estão focados em produzir", diz Chris Lafakis, economista da Moody’s, recordando que o Irão "tem o objectivo de aumentar a produção em um milhão de barris por dia, mas isso é mais fácil dizer que fazer", ressalvou.

"Os próximos meses serão muito difíceis", concluiu Hamza Khan, estrategista do Bank NV de Amesterdão.




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