Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Petróleo dispara para novos máximos em Londres e Nova Iorque

A escalada do petróleo continue e esta tarde já foram fixados novos máximos, com o crude em Nova Iorque a valer 44,40 dólares e o brent em Londres a valer 41,30 dólares, devido aos receios com a escassez de produção, depois da Rússia ter voltado a congela

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Agosto de 2004 às 17:31
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A escalada do petróleo continue e esta tarde já foram fixados novos máximos, com o crude em Nova Iorque a valer 44,40 dólares e o brent em Londres a valer 41,30 dólares, devido aos receios com a escassez de produção, depois da Rússia ter voltado a congelar as contas da Yukos.

Em Nova Iorque o futuro sobre o barril de crude disparava 3,67% para 4,40 dólares, enquanto o brent, a negociar em Londres, avançava 4,03% para 41,30 dólares.

Ontem de manhã os preços já tinham atingido máximos históricos – crude [cl1] nos 44,44 dólares e brent [co1] nos 40,99 dólares - mas várias notícias provocaram um recuo no valor do petróleo.

Os Estados Unidos anunciaram uma subida inesperada nas reservas de gasolina, a OPEP prometeu aumentar a produção e, mais importante, as autoridades russas anunciaram que iam descongelar as contas da Yukos.

Só que, esta tarde, a Rússia voltou atrás e determinou novo congelamento nas contas da petrolífera russa – cuja produção iguala a de todo o Iraque – provocando novos receios acerca da escassez na produção.

O ministério da Justiça russo proibiu hoje a Yukos, a maior exportadora de petróleo da Rússia, de usar as contas para operações financeiras. O ministério endereçou ontem uma carta à empresa dando permissão para que esta usasse as contas, que foram anteriormente congeladas pelo governo devido à reclamação de uma dívida de impostos no valor de 3,4 mil milhões de dólares (2,82 mil milhões de euros).

Esta notícia foi suficiente para os preços do petróleo fixarem novos máximos. O presidente da Yukos já anunciou que poderá ter que parar a produção, pois ao ser impedida de utilizar as contas não poderia pagar o transporte do petróleo.

Este ano o crude acumula um ganho de 36%, motivado por preocupações que a oferta da matéria-prima é insuficiente para responder ao aumento da procura, impulsionado pela retoma económica, sobretudo nos Estados Unidos e China.

Outras Notícias