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Petróleo em máximo de dois meses com braço-de-ferro no gás

As cotações petróleo estão em forte alta na bolsa de Londres e Nova Iorque, negociando no valor mais elevado de dois meses, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia sobre o gás natural - na sequência da recusa de Kiev em aceitar que Moscovo quadrupli

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2006 às 16:08
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As cotações petróleo estão em forte alta na bolsa de Londres e Nova Iorque, negociando no valor mais elevado de dois meses, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia sobre o gás natural - na sequência da recusa de Kiev em aceitar que Moscovo quadruplicasse já este ano os preços daquele hidrocarboneto.

Em Nova Iorque, as cotações do West Texas Intermediate para entrega em Fevereiro valorizam 2,15%, para se fixarem em 62,35 dólares por barril. Também o crude de referência do Mar do Norte ganha terreno em Londres, com o contrato de Fevereiro do Brent a registar um acréscimo de 2,73%, nos 60,50 dólares por barril.

Entretanto, a Rússia restaurou hoje as exportações de gás natural para níveis normais, revertendo a decisão de suspender o fornecimento a Kiev, medida que ontem reduziu em cerca de 40% a maioria das entregas na Europa Central e Ocidental, uma vez que 75% do gás russo com destino a esses países transita por um gasoduto que atravessa o território ucraniano. De qualquer forma, isso não impediu que os mercados petrolíferos reagissem em alta – tendência que foi seguida pelo gás durante a manhã em Londres.

«Estamos em alta em parte devido aos acontecimentos tragicómicos entre a Rússia e a Ucrânia. Se a escassez de gás natural persistisse, a forma de lidar com a situação seria optar por energias alternativas», comentou à Bloomberg um analista da A.G. EDwards, Bill O’Grady.

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