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Petróleo ganha mais de 3% para cotar acima 108 dólares

As cotações do petróleo continuam a disparar na sessão de hoje dos mercados internacionais, batendo sucessivos máximos históricos em Londres e em Nova Iorque. O ouro negro está a ser impulsionado pelas compras de contratos de futuros por parte dos investi

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 19:13
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As cotações do petróleo continuam a disparar na sessão de hoje dos mercados internacionais, batendo sucessivos máximos históricos em Londres e em Nova Iorque. O ouro negro está a ser impulsionado pelas compras de contratos de futuros por parte dos investidores, uma vez que os retornos desta matéria-prima já ultrapassam os dos mercados financeiros.

O West Texas Intermediate [cl1] para entrega em Abril segue a subir 3,02% no mercado nova-iorquino, fixando-se nos 108,21 dólares por barril, o mais alto nível desde que se iniciaram as negociações deste produto, em 1983.

Em Londres, o contrato de Abril do Brent do Mar do Norte [co1], que serve de referência à Europa, também continua a ganhar terreno. O Brent valoriza 2,04% em Londres, para 104,42 dólares por barril.

O petróleo transaccionado em Nova Iorque ganhou 77% no ano passado, ao passo que os índices S&P500 e Dow Jones caíram, o que leva a que o ouro negro seja cada vez mais atractivo para os investidores.

A Goldman Sachs, entretanto, reviu em alta a sua previsão para o preço médio do crude no próximo ano, passando a sua estimativa de 90 para 105 dólares por barril.

Segundo a Commodity Futures Trading Commission, os gestores de fundos de cobertura de risco e outros grandes especuladores aumentaram as suas posições no crude, apostando em preços mais elevados na semana terminada a 4 de Março.

"Estamos a testemunhar um crescente fluxo de compras por parte dos fundos", comentou à Bloomberg um analista de energia do Citigroup Global Markets, Tim Evans.

"O actual momento, conjugado com fundamentais suficientemente impulsionadores, tais como o aumento das importações de petróleo pela China em Fevereiro, continua a fortalecer os preços", afirmou, por sua vez, um responsável do departamento de energia da MF Global, John Kilduff.

Em declarações à Bloomberg, o presidente do Simmons & Co – banco de investimento de Houston – disse que os preços estão a caminhar para os 120 dólares num curto prazo. "Sou uma das poucas pessoas que não está nada surpreendida por o crude estar nos actuais níveis. Até acho que ainda está uma pechincha", salientou.

Fundos cobiçam "commodities"

O Barclays Capital, divisão de banca de investimento do Barclays Bank, anunciou hoje que, na 4ª Conferência Anual dos Investidores em "Commodities", decorrida em Barcelona, destacou-se entre as principais conclusões de um "survey" de tendências do mercado de matérias-primas, que "devido à turbulência dos mercados financeiros, os investidores estão a aumentar a sua exposição às "commodities".

Com efeito, segundo os resultados do "survey", 34% dos respondentes afirmaram que nos próximos três anos terão uma percentagem de mais de 10% nas suas carteiras de investimento em "commodities" – um aumento de 12% face ao anterior "survey", realizado em Dezembro de 2007.

Por outro lado, a lista das acções em que os fundos mais investem deixou de contemplar o BCP e o BES, mostrando que os gestores dos fundos portugueses estão a fugir da banca e a apostar na energia. De acordo com o relatório hoje enviado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na lista das 10 acções em que os fundos portugueses mais investem, não consta qualquer banco. No topo das acções preferidas destaca-se outro sector, o das energias.

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