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Petróleo mantém queda apesar da descida nas reservas dos EUA

O petróleo mantinha a tendência de queda depois do Departamento de Energia dos EUA ter anunciado que as reservas de crude e de gasolina caíram mais do que o esperado na semana passada. A queda da matéria-prima está relacionada com as explosões ocorridas e

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Julho de 2005 às 15:54
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O petróleo mantinha a tendência de queda depois do Departamento de Energia dos EUA ter anunciado que as reservas de crude e de gasolina caíram mais do que o esperado na semana passada. A queda da matéria-prima está relacionada com as explosões ocorridas esta manhã em Londres.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1], negociado em Nova Iorque, caía 1,76% para 60,20 dólares (50,47 euros), depois de ter recuado um máximo de 6,66% em reacção às notícias dos acontecimentos de Londres. Esta manhã o crude renovou o máximo histórico ao tocar nos 62,10 dólares (52,07 euros) devido ao mau tempo que está a assolar os EUA.

O «brent» [co1], transaccionado em Londres, descia 1,67% para os 58,87 dólares (49,36 euros), depois de também ter escorregado um máximo de 7,18%.

As reservas de petróleo caíram 3,6 milhões de barris na semana terminada a 1 de Julho, o que compara com uma queda de 1,6 milhões esperada pelos analistas consultados pela Bloomberg.

Os inventários de gasolina desceram 974 mil face à expectativa dos analistas de ficarem inalterados.

Os «stocks» de destilados, onde se inclui o «diesel» e o gasóleo para aquecimento, foram os únicos que registaram um crescimento de 4,06 milhões de barris, superando as previsões de crescimento de 1,5 milhões.

O petróleo iniciou o dia a subir, renovando máximos históricos, mas após as notícias de explosões em Londres, desceu em flecha com os mercados receosos de ataques terroristas.

Um ataque terrorista tem um «impacto  psicológico enorme nos consumidores», explicou o responsável pelas «commodities» da Société Générale em Paris, Frederic Lasserre à Bloomberg, acrescentando que os consumidores «tornam-se relutantes em gastar, isso tem um impacto nas viagens aéreas, e no final na procura pelo petróleo».

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