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Petróleo recua com preocupações de abrandamento económico

Os preços do petróleo recuavam pelo segundo dia com as preocupações de que uma recessão nos EUA possa afectar a procura pela matéria-prima pelo maior consumidor mundial e pressionados pelos planos da OPEP - Organização de Países Exportadores de Petróleo -

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 09:19
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Os preços do petróleo recuavam pelo segundo dia com as preocupações de que uma recessão nos EUA possa afectar a procura pela matéria-prima pelo maior consumidor mundial e pressionados pelos planos da OPEP - Organização de Países Exportadores de Petróleo - que deverá manter os níveis de produção.

O West Texas Intermediate (WTI) [CO1], negociado em Nova Iorque, perdia 0,85% para os 90,97 euros, enquanto o "brent" do Mar do Norte [CL1], transaccionado em Londres, recuava 0,67% para os 91,59 dólares.

Ontem, a matéria-prima recuou cerca de 3% depois dos dados económicos divulgados nos EUA terem aumentado os receios com uma recessão económica da maior economia do mundo.

Os gastos de consumo nos EUA cresceram ao ritmo mais lento em seis meses, assinalando que a economia tende a enfraquecer, enquanto que os pedidos de subsídio de desemprego aumentaram mais do que o previsto na semana passada e para máximos de 27 meses, assinalando que o mercado laboral está a enfraquecer.

Antes do início da reunião da OPEP, que decorre hoje em Viena, o presidente Chakib Khelil referiu que, psicologicamente, aumentar o fornecimento mundial de petróleo fará pouco para ajudar a economia global.

"Este não é um caso que obrigue a OPEP a aumentar a produção porque a sua análise demonstra que os mercados estão adequadamente abastecidos", referiu David Moore, um estratega de "commoditties" no Commonwealth Bank of Austrália, citado pela agência Bloomberg.

A reunião de hoje não deverá trazer surpresas pois já se espera que não haja um aumento nas quotas de produção. Os ministros do petróleo da Venezuela, Líbia e Qatar vieram já afirmar que não havia necessidade de ceder ao apelo do presidente dos EUA, George W. Bush relativo ao aumento de produção. O grupo deverá adiar para Março uma nova deliberação acerca deste tema onde esperam ter mais informações que lhes permitam conclusões mais seguras.

Nas primeiras sessões da semana as cotações da matéria-prima avançaram depois da Reserva Federal dos EUA ter cortado a taxa de juro de referência do país por duas vezes em nove dias de forma a restaurar a confiança nos mercados financeiros.

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