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Petróleo sobe mais de 1% depois de explosão numa refinaria da BP no Texas

O petróleo subia mais de 1%, em Nova Iorque, depois de uma explosão, ocorrida numa refinaria da BP no Texas, ter aumentado as preocupações com a escassez de oferta no terceiro trimestre que é geralmente quando a procura aumenta. Também a gasolina atingiu,

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 31 de Março de 2004 às 09:26
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O ganho de hoje no preço do combustível junta-se ao aumento de 2,3% de ontem, depois dos seis ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem dito que o grupo deveria prosseguir com a redução da produção para prevenir uma descida nos preços no segundo trimestre.

Os ministros da Arábia Saudita, Irão, Venezuela, Líbia, Qatar e Argélia disseram que a OPEP deverá reduzir as quotas de produção em um milhão de barris por dia.

«Mais petróleo agora iria criar um excesso de oferta no mercado e empurrar os preços para o colapso, algo que nós não queremos», afirmou ontem o ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, aos jornalistas em Viena. «Atirar mais petróleo para o mercado seria destrutivo para toda a gente», acrescentou o mesmo responsável.

O ministro do petróleo da Argélia, Chakib Khelil, também em Viena, afirmou que o seu país irá reduzir a sua oferta em 10% no próximo mês. A Líbia e a Venezuela, através dos seus dois ministros, Fathi Hamed Bem Shatwan e Rafael Ramirez, respectivamente, também aprovam a redução.

Já o ministro do Qatar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah afirmou desconhecer alguma proposta que não seja a de reduzir a produção, e o ministro iraniano, Bijan Namdar Zanganeh, defendeu que a OPEP deve efectuar os cortes de produção previstos.

Os 11 membros da OPEP encontram-se hoje, na capital austríaca, para rever o acordo, subscrito a 10 de Fevereiro último, que visa reduzir as suas cotas mundiais em um milhão de barris, a partir de 1 de Abril, amanhã, para 23,5 milhões de barris por dia. A OPEP produz um terço do petróleo consumido mundialmente.

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