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Petróleo toca em máximo do ano com reservas e ameaça do Irão

O preço do barril de petróleo tocou no valor mais elevado deste ano no mercado norte-americano, acima dos 61 dólares, impulsionado pela quebra nos inventários de combustíveis nos EUA e com os analistas a recearem que os fornecimentos possam ser interrompi

Paulo Moutinho 23 de Fevereiro de 2007 às 12:05
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O preço do barril de petróleo tocou no valor mais elevado deste ano no mercado norte-americano, acima dos 61 dólares, impulsionado pela quebra nos inventários de combustíveis nos EUA e com os analistas a recearem que os fornecimentos possam ser interrompidos caso o Irão volte a ser sancionado por não parar o seu programa nuclear.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1], transaccionado em Nova Iorque, seguia a ganhar 0,67% para cotar nos 61,36 dólares por barril, tendo atingido o valor mais elevado deste ano nos 61,52 dólares.

No mercado londrino, o "brent" [co1] também transaccionava em alta. O preço do barril que serve de referência para as importações nacionais já esteve a ganhar mais de 1% e seguia agora a somar 0,99% para os 61,22 dólares.

A impulsionar os preços da matéria-prima nos mercados internacionais está a quebra nas reservas petrolíferas dos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, revelada ontem pelo Departamento de Energia (DOE).

O DOE anunciou que as reservas de destilados , on de se inclui o gasóleo rodoviário e para aquecimento, registaram a maior quebra desde Setembro de 2005, recuando em 5 milhões de barris, já os inventários de gasolina caíram em 3 milhões de barris, excedendo, em ambos os casos, as estimativas dos analistas.

Além da diminuição das reservas, os investidores estão também a fazer reflectir nas cotações os receios quanto ao resultado das sanções que deverão ser aplicadas ao Irão por não interromper o seu programa nuclear.

O mercado receia que o Irão, o quarto maior produtor do mundo, possa retaliar a eventuais sanções por parte dos EUA e da União Europeia com uma interrupção nos fornecimentos de petróleo.

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