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Petrolíferas levam bolsas europeias a máximos de quase cinco anos

As principais praças europeias seguiam a negociar em máximos de quase cinco anos, no último dia daquele que poderá vir a ser o melhor mês de ganhos dos últimos oito anos. O Dow Jones Stoxx 50 subia 0,47% para os 3.460,40 pontos, numa sessão que as companh

Paulo Moutinho 31 de Janeiro de 2006 às 11:43
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As principais praças europeias seguiam a negociar em máximos de quase cinco anos, no último dia daquele que poderá vir a ser o melhor mês de ganhos dos últimos oito anos. O Dow Jones Stoxx 50 subia 0,47% para os 3.460,40 pontos, numa sessão que as companhias petrolíferas impulsionavam os índices.

O preço do barril de crude avançava pelo quarto dia consecutivo. Em Nova Iorque, a matéria-prima cotava nos 68,50 dólares, o valor mais elevado desde Setembro de 2005, com os mercados a recearem que a OPEP não seja capaz de aumentar o fornecimento de petróleo para cobrir uma possível interrupção nas exportações do Irão e da Nigéria. Em Londres o «brent» seguia praticamente inalterado, a recuar 0,06% para os 66,55 dólares.

A alta dos preços da matéria prima nos mercado internacionais está a impulsionar as companhias petrolíferas. A espanhola Repsol subia 2% para os 22,44 euros e levava o IBEX [ibex] para os 11.086,50 pontos, a subir 0,44%, depois de ter renovado o máximo de 2000 nos 11.106 pontos. A contribuir para os ganhos no índice madrileno estava também a banca, com o Santander e o BBVA a ganharem 0,77% e 0,91%, respectivamente.

A Shell liderava os ganhos no AEX [aex]. A companhia petrolífera ganhava 1,72% para os 28,39 euros e impulsionava o índice para os 452,64 pontos, a ganhar 0,43%, depois de ter renovado o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Em alta seguiam também os títulos da Philips, que apreciavam 0,94% para os 27,94 euros.

O principal índice alemão, o DAX [dax] seguia nos 5.677,95 pontos, a ganhar 0,32%, depois de atingir novo máximo de 2001 no início da sessão. A impulsionar o índice seguiam a eléctrica E.On e o Deutsche Bank, que apreciavam 0,86% e 0,89%, respectivamente. A impedir maiores ganhos estavam as acções da Deutsche Telekom que recuavam 0,98% para os 13,08 euros.

A petrolífera Total avançava 1,23% e impulsionava o CAC [cac] para os 4.948,92 pontos, a ganhar 0,23%. Em queda, estavam as acções da France Télécom, que recuavam 1,83% para os 18,73 euros, no dia em que anunciou que Gervais Pellissier vai ser o novo director financeiro da operadora. As acções da FT já recuaram mais de 10% este mês, após ter anunciado vendas em 2005 que ficaram abaixo das estimativas dos analistas.

Os ganhos de 1,54% da BP e de 1,99% da Shell mantinham o FTSE [ukx] com ganhos. O índice londrino subia 0,04% para os 5.782,40 pontos, numa sessão em que a Vodafone descia 2,28% para os 118 pence, impedindo maiores ganhos na praça.

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