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Pharol soma 17% mas ainda não recuperou do ciclo de quedas

As acções da Pharol foram hoje impulsionadas pelos resultados da Oi. Foi o ganho maior diário desde que a brasileira vendeu a PT Portugal à Altice.

Luís Palha da Silva, presidente da Pharol, explica aos jornalistas, depois da assembleia-geral, o que foi aprovado. Questionado sobre eventuais processos contra o BES ou o Novo Banco, Luís Palha da Silva afirmou 'que está tudo em aberto'.
Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 17:01
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A Pharol, principal accionista da operadora brasileira Oi, afastou-se do mínimo histórico que fixou ontem mas ainda não recuperou do ciclo de sete sessões consecutivas de perdas.

 

As acções da empresa liderada por Luís Palha da Silva (na foto) fecharam com uma valorização de 17,05% face ao fecho da sessão anterior, terminando o dia a negociar nos 0,309 euros. Foi o maior ganho desde 22 de Janeiro de 2015, dia em que ficou decidida a venda da PT Portugal à Altice por parte da Oi. A Pharol tem 27,5% da Oi.

 

Durante o dia de hoje, chegaram a subir mais de 30%, quando tocaram nos 0,344 euros. A valorização da Pharol intensificou-se pelas 11h30, aquando da divulgação dos resultados semestrais da Oi. Antes disso, os títulos subiam em torno de 2%. No fecho da sessão, perderam alguma força com a subida a ser da ordem dos 17%.

 

Apesar do ganho, a acção apenas superou os 0,30 euros e ainda não recuperou do ciclo de sete dias consecutivos que marcou até ontem. Nas sete sessões anteriores, a Pharol perdeu terreno e desceu mesmo a cotações nunca antes vistas, nos 0,26 euros. 

 

O facto de estar a cotar na casa dos cêntimos justifica que muitas das subidas e descidas sejam significativas em termos relativos.

Volume triplicou a média

Na sessão desta quinta-feira, 13 de Agosto, foram negociados 24 milhões de títulos. Um valor que triplica a transacção habitual: a média semestral é de 7,5 milhões de acções a trocarem de mãos por sessão. Foi o maior volume no espaço de um mês. 

 

O movimento de hoje deveu-se à divulgação dos resultados semestrais da Oi, onde a Pharol tem 27,5% do capital – e possibilidade de ter mais 10%, caso consiga recuperar os 897 milhões de euros investidos em papel comercial da Rioforte, actualmente em insolvência. O lucro foi de 224 milhões de reais (57,9 milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano em termos recorrentes, acima dos 10 milhões de reais (2,5 milhões de euros) alcançados no período homólogo.

 

A Pharol esteve a liderar os ganhos na bolsa de Lisboa, num dia em que o índice de referência PSI-20 terminou com um ganho de 2%. No Brasil, os títulos da Oi seguem com um avanço de 3%, tendo somado já mais de 6% durante o dia. 

  

A Oi, a recompra de acções e os custos judiciais


A descida em bolsa da empresa brasileira tinha vindo a motivar as quedas da Pharol na Bolsa de Lisboa – e hoje explicou, assim, o ganho.

 

A participação de 27,5% no capital da Oi é o principal activo da empresa portuguesa, a que se acresce uma opção de compra de mais 10% na eventualidade de se recuperar todo o papel comercial investido na Rioforte, no valor de 897 milhões de euros. 

 

Na semana passada, a Pharol assinalou a intenção de estudar um programa de compra de acções próprias – uma forma de remunerar os accionistas e que os analistas acreditavam que pudesse animar as acções, ainda que com um impacto limitado.

 

Sobre a empresa também pesam os encargos judiciais, tendo em conta que terá de processar antigos gestores (Henrique Granadeiro, Zeinal Bava, Pacheco de Melo), como decidido pelos accionistas. 

Aos preços de fecho, a Pharol está avaliada em 274,3 milhões de euros. Uma capitalização bolsista que fica 65% abaixo da registada no arranque de 2015. 

 

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