Bolsa PIB tira fôlego a Wall Street

PIB tira fôlego a Wall Street

As bolsas norte-americanas travaram os ganhos da negociação dos futuros assim que foram conhecidos os dados do PIB, que revelaram um crescimento da economia abaixo do esperado. No entanto, seguem ainda a negociar em alta.
PIB tira fôlego a Wall Street
Bloomberg
Carla Pedro 26 de janeiro de 2018 às 14:41

O Dow Jones segue a somar 0,15%, para se fixar nos 26.431,73 pontos. O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avança 0,30% para 2.847,42 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,44% para 7.444,13 pontos.

 

A economia dos Estados Unidos cresceu 2,6% nos últimos três meses do ano, um valor que ficou abaixo do esperado pelo consenso dos economistas, que anteviam uma subida do PIB de 3%.

 

Estes dados inferiores ao esperado travaram os ganhos que se registavam na negociação dos futuros, tendência que se manteve na abertura da sessão regular.

 

Por outro lado, Donald Trump advertiu os seus parceiros comerciais, em Davos, para o facto de os EUA não tolerarem comércio injusto, o que também apela à cautela nos mercados, que estão a digerir as mais recentes declarações do presidente norte-americano.

 

Ontem, Trump mostrou-se a favor de um dólar mais forte, o que em bolsa penalizou as empresas com um maior perfil exportador.

 

Os investidores continuam à espera de resultados agregados robustos por parte das empresas norte-americanas. Segundo os dados da Thomson Reuters, o consenso dos analistas projecta um aumento de 12,7% dos lucros no quarto trimestre.

 

Das 118 empresas do S&P 500 que já reportaram as suas contas, 78,8% superaram as estimativas – muito acima dos 72% que têm batido, em média, as projecções dos lucros nos últimos quatro trimestres.

 

Na próxima semana, as tecnológicas estarão em força na divulgação das suas contas. No passado mês de Dezembro, os analistas do Morgan Stanley mantiveram o seu optimismo em relação às chamadas "acções FAANG", o grupo de títulos formado pelo Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google (Alphabet).

 

Segundo cálculos do banco de investimento recolhidos pelo MarketWatch, estes títulos, a par com a Microsoft, representaram 27,5% da subida na capitalização do S&P 500 em 2017, "o terceiro maior nível de concentração durante os mercados altistas dos últimos 20 anos". Só em 2004 e em 1999 é que se produziu uma maior concentração.

 

As cinco grandes marcas da tecnologia mundial ganharam 75.917 milhões de dólares nos primeiros nove meses do ano. O Morgan Stanley continua a recomendar a compra de acções destas empresas, porque contam com vantagens competitivas que reforçam a sua liderança.




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