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Portucel dá "pontapé de saída" na época de apresentação de contas

Discurso de Bernanke e dados na China também vão condicionar rumo dos mercados. Crise política em Portugal vai manter os investidores atentos

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 11:20
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José Honório | CEO da Portucel, empresa que apresenta os seus resultados semestrais esta sexta-feira.

 

 

Portugal entra, esta segunda-feira, na segunda semana de instabilidade política. Este é o tema que mais tem concentrado as atenções dos investidores nacionais. Mas, esta semana, terá de dividir o interesse dos mercados com o arranque da época de apresentação de resultados do primeiro semestre. A Portucel dará o "pontapé de saída" para mais de um mês de divulgação de resultados.


Os desenvolvimentos da crise política têm sido os principais responsáveis pela tendência da bolsa nacional. E deverão continuar a ser, até que a situação política estabilize e se confirme ou a continuidade do Governo em funções ou a sua queda. Neste cenário de instabilidade, os investidores vão avaliar com atenção os leilões de dívida agendados pelo IGCP para a próxima quarta-feira.


A Agência da Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública vai emitir dívida a cinco e a 12 meses com o objectivo de alcançar entre 1,25 e 1,5 mil milhões de euros. Esta será a primeira emissão desde que a crise política se agravou e levou os juros da dívida pública a dispararem para níveis próximos dos 8%, no prazo de referência a dez anos.


Paralelamente, os investidores nacionais vão começar, esta semana, a repartir o foco de interesse com os resultados do primeiro semestre deste ano. O impacto da conjuntura macroeconómica nas contas das empresas é um dos principais factores de influência na evolução das acções e a primeira a fazê-lo, por cá, é a Portucel, na sexta-feira.

 

 

IGCP emite dívida a cinco e doze meses, na quarta-feira, naquele que será o primeiro leilão desde que teve início a crise política em Portugal.


Bernanke, presidente da Fed, discursa no Congresso, numa altura em que a retirada dos estímulos da economia americana tem sido uma das preocupações dos investidores.

 


A nível internacional, a época de apresentação de resultados começou já na semana passada, pela mão da Alcoa. A cotada revelou números que superaram as previsões dos analistas e melhoraram a expectativa dos investidores quanto aos resultados que serão conhecidos nos próximos meses. O sector financeiro estará em destaque, nos próximos dias, com alguns dos maiores bancos norte-americanos a apresentarem as suas contas. É o caso do Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America.


Do outro lado do Atlântico, as atenções estarão também voltadas para o discurso de Ben Bernanke no Congresso. O presidente da Reserva Federal falará sobre política monetária e perspectivas para a economia, numa altura em que o início da retirada dos estímulos à economia americana tem sido uma das principais preocupações dos mercados.


A semana será ainda marcada por outros aspectos de interesse para os investidores. É o caso da divulgação do PIB da China, que os economistas consultados pela Bloomberg antecipam que tenha abrandado para os 7,5%. No final da semana, os governadores dos bancos centrais e ministros das Finanças do G-20 encontram-se, em Moscovo, para discutir os programas de estímulos à economia, entre outros assuntos.

 

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