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Portucel toca nos 1,55 euros pela primeira vez em 47 meses

A Portucel negociava nos 1,55 euros pela primeira vez desde Março de 2000, depois do Jornal de Negócios ter avançado que este será o preço mínimo que Belmiro de Azevedo alienará a posição de 25% a um dos três eventuais vencedores da reprivatização. A Cofi

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 25 de Fevereiro de 2004 às 11:55
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A Portucel negociava nos 1,55 euros pela primeira vez desde Março de 2000, depois do Jornal de Negócios ter avançado que este será o preço mínimo que Belmiro de Azevedo alienará a posição de 25% a um dos três eventuais vencedores da reprivatização. A Cofina, ainda uma incógnita na operação, subia para máximos de Dezembro de 2000.

As acções da Portucel [PTCL], no dia em que termina o prazo para a entrega de propostas para a compra dos 30% que estão a ser alienados pelo Estado, subia 0,65% para 1,55 euros, um valor 7% acima do preço mínimo que o Estado vai exigir em contrapartida das cerca de 230 milhões de acções alienadas.

A edição de hoje do Jornal de Negócios avança que a Sonae SGPS [SON] terá firmado um acordo com a Mondi, com a Stora Enso e com Pedro Queiroz Pereira da Semapa [SEMA] para vender, ao eventual vencedor da privatização, a sua posição de 25%, por um preço 10 cêntimos acima do valor a receber pelo Estado.

Como o Estado estabeleceu os 1,45 euros como o valor mínimo exigido, Belmiro de Azevedo, em caso de vitória de uma das três empresas, conseguirá sair da Portucel a um preço mínimo de 1,55 euros, permitindo à Sonae SGPS encaixar pelo menos 297,4 milhões de euros. Caso o Estado venda os 30% a 1,50 euros, Belmiro alienará os 25% a 1,60 euros, e assim sucessivamente.

A Semapa transaccionava em subida de 0,77% para 3,91 euros e os valores da Sonae SGPS [SON] resvalavam 1,02% para 0,97 euros, depois de terem estado a negociar em máximos anuais nos 0,99 euros.

O Jornal de Negócios notícia ainda que Belmiro de Azevedo não chegou ao mesmo acordo com os canadianos da Domtar, nem com a Lecta e a Cofina [COFI]. Note-se que estas duas últimas empresas eram dadas como favoritas no anterior modelo de privatização da Portucel, que no ano passado foi chumbado pela Sonae, com apoio de accionistas minoritários.

A Cofina é dona do Canal de Negócios e do Canal de Negócios (www.negocios.pt). As acções da empresa liderada por Paulo Fernandes valorizavam pela terceira sessão consecutiva, estando hoje mais caras em 3,07% para 3,02 euros, níveis de Dezembro de 2000.

A empresa que controla a Investec, a Celuloses do Caima e da F. Ramada estará a beneficiar de um estudo do Barclays, onde o banco britânico sugeriu uma recomendação de «acumular» e um preço alvo de 3,40 euros, num «research» onde diz que o Euro 2004 terá um «forte impacto» na venda dos jornais desportivos, um segmento liderado pelo «Record».

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