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Portugal emite com taxas mais negativas. Juro de -0,438% na dívida a 11 meses

O IGCP captou 1.250 milhões de euros na emissão de dívida a 11 e 3 meses.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Junho de 2020 às 10:39
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O IGCP realizou esta manhã um duplo leilão de dívida de curto prazo, conseguindo taxas de juro mais negativas do que na emissão comparável realizada em maio.

 

O instituto que gere a dívida pública colocou mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro com maturidade em maio de 2011 (11 meses), com uma taxa de juro de -0,438%.

 

A 20 de maio, o IGCP tinha colocado mil milhões de euros desta linha que vence em maio do próximo ano, com uma taxa de juro de -0,351%. Essa emissão marcou o regresso de Portugal a taxas negativas nas emissões de curto prazo, depois de no leilão de abril a yield ter sido positiva (0,038%) pela primeira vez em três anos.

A taxa foi assim a mais baixa desde em que em fevereiro o IGCP colocou bilhetes do Tesouro a 11 meses com uma taxa de -0,484%. Na emissão desta quarta-feira a procura por títulos a 11 meses foi 1,92 vezes superior à oferta. Na emissão de abril (também a 11 meses) o rácio tinha sido de 1,38.

 

No duplo leilão de hoje o IGCP também colocou 250 milhões de euros em bilhetes do Tesouro com maturidade em setembro (três meses). A taxa ficou em -0,48%, o que compara com -0,009% na emissão comparável realizada em abril. Também foi a taxa mais baixa desde a emissão de fevereiro (-0,50%).

 

No total, o instituto liderado por Cristina Casalinho colocou 1.250 milhões de euros, depois de ter pré-anunciado que pretendia emitir entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

"A descida dos prémios de risco dos países, está diretamente ligada às medidas extremas que os Bancos Centrais têm vindo a adotar, para tentarem minimizar os efeitos recessivos que o covid-19 tem tido na economia real", refere Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa. 

"Esta descida nas taxas, acaba por ser muito importante, não só para Portugal continuar a descer o seu custo médio de serviço da dívida, como para fazer face às necessidades de financiamento que os vários setores da economia vão demonstrando e que sem ajuda poderão acabar por colapsar", acrescenta.

 

O Orçamento Suplementar que vai ser hoje votado na Assembleia da República pede autorização para aumentar o endividamento líquido do Estado em mais 10 mil milhões de euros, o que duplica o limite adicional de endividamento das administrações públicas para 20 mil milhões de euros.

 

O IGCP já tem vindo a aumentar os montantes das emissões, para responder a este aumento das necessidades de financiamento do Estado.


(notícia em atualização)

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