Obrigações Portugal prepara emissão de dívida a 10 e 27 anos

Portugal prepara emissão de dívida a 10 e 27 anos

O IGCP vai regressar ao mercado na próxima semana, com um duplo leilão de longo prazo. O objectivo é financiar o país em até 1.250 milhões de euros.
Portugal prepara emissão de dívida a 10 e 27 anos
Pedro Elias/Negócios
Sara Antunes 09 de março de 2018 às 13:06
O instituto que gere a dívida pública nacional vai realizar um duplo leilão de dívida de longo prazo na próxima semana. O objectivo é que o país se financie em até 1.250 milhões de euros, num prazo máximo de 27 anos.

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 14 de Março pelas 10:30 horas dois leilões das OT com maturidade em 17 de Outubro de 2028 e 15 de Fevereiro de 2045, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros", revelou a agência liderada por Cristina Casalinho (na foto), através de um comunicado emitido esta sexta-feira.

Portugal volta a emitir a muito longo prazo, oito meses depois de ter ido ao mercado financiar-se a 28 anos, tendo pago na altura uma taxa de 3,977%.

Esta linha de obrigações com maturidade em 2045, que vai ser reaberta na próxima semana, foi lançada em 2015. Em Janeiro desse ano abriu uma linha com maturidade a 30 anos, tendo colocado 2 mil milhões de euros, através de uma emissão apoiada num sindicato bancário. 

 

A última vez que Portugal emitiu dívida a 10 anos foi em Fevereiro, tendo-se financiado em  760 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidade em 17 de Outubro de 2028. A taxa de juro associada a esta operação foi de 2,046%.

No mercado secundário, a taxa de juro associada à dívida de Portugal a 10 anos está nos 1,857%, enquanto no prazo a 30 anos a "yield" está nos 2,892%.

Portugal regressa assim ao mercado de dívida, numa altura em que os juros a 10 anos se têm mantido abaixo dos 2% e em que o prémio de risco associado à dívida nacional tem recuado para mínimos. E isto numa altura em que se prevê que a Moody's esteja próxima de anunciar uma melhoria da notação financeira do país, sendo esta a única agência que ainda tem o "rating" de Portugal num patamar considerado de "lixo". A Moody's deverá pronunciar-se em Abril. 




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comentários mais recentes
Anónimo 10.03.2018

São as novas artes marciais. Eles roubam, ou seja dão o golpe, e o povo cai de costas. E paga, bufa, mas não lhe vale de nada. Até guincha, se cair de nádegas. E se passassem a dívida para daqui a 150 anos? Entrávamos no comunismo, era só praia, pesca e consolo anal. Assim tipo Cuba.

mr 09.03.2018

Continuam a pedir emprestado como se não houvesse amanhã!! O Povo é tão burro que vai na cantilena que isto agora está tudo em ordem. Entretanto, qualquer angariação de dinheiro que se faça...desaparece por artes mágicas!

General Ciresp 09.03.2018

De quando em vez aparecem aqui CABECUDOS a dizerem q com a gerigonca acabaram-se os orcamentos retificativos,q nome se ha-de dar a estes peditorios,antes era um de cada vez,agora sao aos pares,tal e a fraqueza.E desta economia q o ine e parte dos jornalecos do 360 jubilam.Contra os factos nao ha arg

Camponio da beira 09.03.2018

Mas quem lhes deu autorização para criar dividas para os nossos filhos e netos (nossos, sim porque os deles ficam todos excentricos depois dos progenitores passarem pela politica).

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