Obrigações Portugal recomprou 250 milhões em dívida para aliviar reembolsos em 2019 e 2021

Portugal recomprou 250 milhões em dívida para aliviar reembolsos em 2019 e 2021

O IGCP aliviou o perfil de reembolsos da dívida portuguesa no próximo ano e em 2021, com a recompra de títulos de dívida com maturidade nesses anos.
Portugal recomprou 250 milhões em dívida para aliviar reembolsos em 2019 e 2021
Nuno Carregueiro 13 de março de 2018 às 15:49

De acordo com uma apresentação a investidores efectuada pelo instituto que gere a dívida portuguesa, em Janeiro o IGCP recomprou 150 milhões de euros da linha de obrigações que chega à maturidade em Junho de 2019, tendo em Fevereiro recomprado 100 milhões de euros em obrigações que vencem em Abril de 2021.

 

Ao contrário de outras operações de recompra, esta não foi pré-anunciada e não resultou de uma oferta no mercado.  

 

O instituto liderado por Cristina Casalinho nota que esta gestão responsável da dívida portuguesa permite suavizar o perfil de reembolsos, que tem em 2021 um ano particularmente difícil.

   

Segundo os dados do IGCP, este ano Portugal tem pouco mais de 6 mil milhões de euros a chegar à maturidade, sendo que o valor cresce para cerca de 9 mil milhões de euros nos dois anos seguintes e duplica em 2021 para mais de 18 mil milhões de euros. Nos quatro anos seguintes, apenas em 2013 o valor dos reembolsos de dívida é inferior a 15 mil milhões de euros.


 

Almofada financeira baixa para metade até 2021

 

No que diz respeito aos títulos de dívida emitidos este ano, o IGCP assinala que já foram emitidos 5,4 mil milhões de euros em obrigações (75% captado através da emissão a 10 anos sindicada realizada em Janeiro), num ano em que as necessidades de financiamento totalizam 18,8 mil milhões para este ano.

 

O IGCP conta emitir mais 9,7 mil milhões de euros em obrigações (esta quarta-feira haverá um leilão duplo de dívida a 10 e 27 anos) até ao final do ano e financiar-se em 1,8 mil milhões de euros junto do retalho.

 

Para satisfazer todas as necessidades de financiamento, o tesouro português utilizará 2 mil milhões de euros em depósitos, contando voltar a reduzir a almofada financeira também em 2019 (800 milhões de euros).

 

Para financiar 2021, ano em que as necessidades de financiamento superam os 20 mil milhões de euros, o IGCP conta usar 6 mil milhões de euros em depósitos. Nesse ano o IGCP conta que a almofada financeira (posição de liquidez) se situe em 4 mil milhões de euros, quase metade dos 7,8 mil milhões de euros estimados para o final de 2018.




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comentários mais recentes
Mr.Tuga 14.03.2018

Tal como um sobreendividado, sempre a empurrar com a barriga para a frente....

Anónimo 13.03.2018

A direitalha falida fez acumular milhares de milhões de euros em dívida pública e claro é o nosso trabalho os nossos impostos agora que vão ter de pagar isto tudo. A vergonha da falência do BPN / BPP / BES / BANIF / Finibanco todos eles emprestaram durante décadas milhões aos amigos laranjas...

Anónimo 13.03.2018

Patrocina um excedentário a tua vida toda. Vota PS. E porque não dois ou três? Vota geringonça.

Anónimo 13.03.2018

Segundo parece, esta SRª foi escolhida no governo PPC/PP
Parece ser a PESSOA MAIS COMPETENTE de toda a geringonça
se olharmos para a ponte 25/4; caos na saúde-com mortes de doentes á fome; caos no ensino; ferrovia, incêndios etc..
pode se dizer:
FELIZMENTE TEMOS ESTA SRª A CUIDAR DA DIVIDA

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