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Portugal tem "folga para acomodar a eventual elevação das taxas de juro", diz Casalinho

A presidente do instituto que gere a dívida pública explica, em declarações ao Eco, que a folga existente resulta não só da margem criada com a descida das yields nos últimos anos, mas também do alongamento das maturidades.

Negócios jng@negocios.pt 16 de Novembro de 2021 às 08:48
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Portugal tem margem para acomodar uma subida dos juros da dívida, segundo garante a presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP. Em declarações ao Eco, Cristina Casalinho refere que uma eventual subida das taxas até "deve ser celebrada".

"A queda de taxas de juro nos últimos anos (taxa média da dívida encontra-se em 2% enquanto o custo de financiamento este ano se situa em 0,5%) permite a existência de uma folga para acomodar a eventual elevação das taxas de juro – que se for induzida por aceleração do crescimento deve ser celebrada", afirmou a líder do instituto que gere a dívida nacional.

A folga resulta não só da margem criada com a descida das yields nos últimos anos, mas também do alongamento das maturidades. Caso a subida das taxas de juro aconteça em devido a uma melhoria das previsões económicas, "não deve ser encarada como uma preocupação". "A relação mais importante para a gestão de dívida não será tanto a taxa de juro absoluta mas a sua relação com o crescimento nominal do PIB", acrescentou.

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